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Desemprego cresce no ABC em fevereiro

Desemprego avançou nas sete cidades em fevereiro, passando de 17,0% no mês anterior para 17,5%

  • Data: 30/03/2017 10:03
  • Alterado: 16/08/2023 00:08
  • Autor: Rodolfo Albiero
  • Fonte: Consórcio Intermunicipal Grande ABC
Desemprego cresce no ABC em fevereiro

Apresentação da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)

Crédito:Divulgação/Consórcio ABC

A taxa de desemprego avançou nas sete cidades em fevereiro, passando de 17,0% no mês anterior para 17,5%. O nível de ocupação na região, no entanto, avançou 1,0%, com a abertura de 11 mil postos de trabalho. Os números são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, divulgada nesta quarta-feira (29), na sede da entidade regional.

O aumento da ocupação foi o principal destaque do mês passado, de acordo com Cesar Andaku, economista do Dieese. “Ainda não podemos falar em retomada da economia, mas não deixa de ser positivo o fato de mais pessoas estarem voltando ao mercado de trabalho”, afirmou, durante a apresentação da PED.

Em fevereiro, o contingente de ocupados na região passou a ser estimado em 1,148 milhão de pessoas, enquanto o de desempregados atingiu 244 mil, 11 mil a mais do que no mês anterior. A População Economicamente Ativa (PEA) avançou 1,6%, com 22 mil pessoas ingressando na força de trabalho do ABC, em número superior ao aumento do nível de ocupação.

Setorialmente, este resultado ocorreu devido ao aumento de 3,5% nos Serviços (acréscimo de 22 mil ocupados), apesar da redução de 7,7% na Indústria de Transformação (fechamento de 19 mil vagas) e da relativa estabilidade no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, com geração de mil postos, equivalente a uma leve alta de 0,5%.

“Nos Serviços, a geração de vagas ocorreu principalmente nos segmentos mais ligados às empresas. Do lado negativo, a Indústria continua apresentando queda como um todo”, disse o economista do Dieese.

Segundo a posição na ocupação, o número de assalariados aumentou 0,6%. No setor privado, o emprego com carteira de trabalho assinada recuou 1,1% e o sem carteira cresceu 3,5%, enquanto no setor público o assalariamento aumentou 10,0%. O contingente de autônomos teve alta de 1,1%, com aumento de 7,5% entre aqueles que trabalham para empresa e redução de 3,3% entre os que trabalham para o público.

Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, a massa de rendimentos dos ocupados recuou 5,1% e a dos assalariados diminuiu 5,3%, em decorrência, em ambos os casos, do decréscimo, principalmente, do nível de emprego.

Comportamento em 12 meses

A taxa de desemprego total na região em fevereiro deste ano ficou acima da observada no mesmo mês de 2016 (15,7%). Nesse período, a taxa de desemprego aberto cresceu 12,8%, para 14,0%.

Na mesma base de comparação, o contingente de desempregados aumentou em 25 mil pessoas, como resultado da retração de 2,5% do nível de ocupação (eliminação de 29 mil postos de trabalho), em intensidade maior do que a redução de 0,3% da População Economicamente Ativa (PEA), devido à saída de 4 mil pessoas da força de trabalho da região.

“A PEA ainda está em um patamar abaixo do mesmo período do ano passado, então ainda existe um contingente de pessoas que podem deixar a inatividade e voltar ao mercado de trabalho”, afirmou Andaku.

Entre fevereiro de 2016 e de 2017, o nível de ocupação caiu 2,5%. Segundo a ótica setorial, o resultado decorreu da retração de 23,3% na Indústria de Transformação (ou eliminação de 69 mil postos de trabalho), com queda de 34,9% no segmento de metal-mecânica (fechamento de 59 mil postos). Por outro lado, houve alta de 7% nos Serviços (geração de 42 mil postos de trabalho) e relativa estabilidade no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, com eliminação de mil postos de trabalho, representando um leve recuo de 0,5%.

Entre janeiro de 2016 e de 2017, os rendimentos médios reais dos ocupados diminuíram 5,1% e os dos assalariados recuaram 3,8%. Também tiveram retração as massas de rendimentos reais dos ocupados (-9,5%) e dos assalariados (-11,0%), em ambos os casos, devido à redução do rendimento médio real e do nível de ocupação.

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  • Data: 30/03/2017 10:03
  • Alterado: 16/08/2023 12:08
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