Professores dão prazo de 30 dias para governo de SP negociar reivindicações, sob risco de greve
A principal exigência é a valorização salarial dos professores, além de melhorias nas condições de trabalho, incluindo a climatização imediata das salas de aula.
- Data: 25/02/2025 17:02
- Alterado: 25/02/2025 17:02
- Autor: Redação
- Fonte: Assessoria
A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP), que também é segunda presidenta da APEOESP, esteve pessoalmente na sede da Secretaria Estadual da Educação, no último dia 19 de fevereiro, para protocolar a pauta de reivindicações dos professores da rede estadual de ensino para a campanha salarial e educacional deste ano. A principal exigência é a valorização salarial dos professores, além de melhorias nas condições de trabalho, incluindo a climatização imediata das salas de aula.
Dentre as reivindicações urgentes, destacam-se:
• Reajuste imediato de 6,27% referente à atualização do Piso Salarial Profissional Nacional, para todos os professores, da ativa e aposentados, com repercussão em toda a carreira.
• Descongelamento do reajuste de 10,15%, garantido em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2017, mas ainda não concedido pelo governo do Estado.
• Negociações para um plano de reposição do poder de compra dos salários dos docentes.
• Climatização das salas de aula em toda a rede estadual, frente às seguidas ondas de calor que têm prejudicado a saúde de alunos e professores.
No ofício protocolado, foi estabelecido o prazo de 30 dias para abertura de negociação. Caso não haja avanços, a diretoria da APEOESP levará o indicativo de greve por tempo indeterminado para a Assembleia Estadual dos Professores, marcada para o dia 21 de março, às 16h, na Praça da República, em São Paulo (SP).
A deputada Professora Bebel reforça a urgência de resposta por parte do governo estadual: “Deixamos claro no ofício que, se não houver negociações para reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho e atendimento das demais reivindicações, indicaremos a greve no dia 21 de março. Os professores de São Paulo exigem respeito e valorização”, afirmou.
A mobilização dos professores segue as deliberações da I Plenária Intercongressual Raquel Guisoni da APEOESP, realizada em dezembro de 2024, onde se definiu que a luta por reajuste salarial, condições dignas de trabalho e o fim da precarização na educação pública devem ser prioridades.
A categoria aguarda agora a resposta da Secretaria Estadual da Educação e intensificará as mobilizações nas próximas semanas. Professores de toda a rede estadual estão sendo convocados a participar da Assembleia do dia 21 de março, onde será decidido o futuro da campanha salarial e das negociações com o governo.