Segundo Defesa Civil SP, umidade relativa do ar deve chegar a 22% no interior do estado

Cidades de regiões da faixa norte do interior, podem atingir níveis críticos por causa da baixa umidade relativa do ar

Segundo Defesa Civil SP, umidade relativa do ar deve chegar a 22% no interior do estado

Crédito: Governo do Estado de São Paulo

A umidade relativa do ar deve variar entre 22% a 25% em algumas regiões do Estado de São Paulo, principalmente na faixa norte do interior, até domingo (2), segundo levantamento do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil do Estado. A passagem de uma frente fria, a partir desta quinta-feira (29), mesmo que afastada da costa do Estado, provocará variação de nebulosidade e até mesmo precipitações na faixa leste paulista. Além disso, como os ventos estarão soprando do quadrante sul, as temperaturas não sobem tanto e a sensação é mais amena se comparada com os últimos dias. Com esse cenário, a quantidade de água disponível na atmosfera aumentará, mas mesmo assim, os pontos mais críticos continuarão sendo no norte paulista.

Na região de Franca, a umidade relativa do ar pode atingir 22%, entrando em níveis críticos, prejudicando a qualidade do ar e aumentando o risco para incêndios. Na região de São José do Rio Preto, a umidade relativa do ar fica em 24%. Já na região de Barretos, a umidade relativa do ar deve atingir a casa dos 25%.

De acordo com o meteorologista do CGE, William Minhoto, nos próximos dias, as temperaturas permanecem mais amenas, porém, a umidade relativa do ar pode atingir níveis críticos, próxima dos 22%. “Esse nível deve atingir cidades das regiões do interior paulista, principalmente nas áreas da faixa norte prejudicando a qualidade do ar. Com o ar mais seco, nossa atenção fica voltada às queimadas e problemas respiratórios. “

Por isso é importante que durante esse período todos se hidratem, bebam bastante água e se protejam do sol. Evitem exercícios físicos ao ar livre nos horários mais críticos do dia e usem soro nos olhos e nariz. Não descarte bitucas e brasas onde há vegetação e não coloque fogo em terrenos, além de causar incêndios de grande proporção é crime ambiental.

El Niño

Segundo o meteorologista, os atuais modelos meteorológicos já indicam a presença de um El Niño, ou seja, as águas do pacífico leste já estão mais quentes do que o normal, porém ainda, não estamos sentindo todas as características do fenômeno, pois ainda estamos em um período de transição da fase neutra para a fase ativa. “As características deste fenômeno poderão ser sentidas com mais força já a partir de meados de agosto, quando o tempo começará a ficar mais seco e mais quente do que a média climatológica, além disso, por conta do El Niño, podemos esperar um verão mais quente, porém com tempestades mais severas ao longo dos meses de novembro/23 até pelo menos março/24”, concluiu William Minhoto.

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  • Publicado: 28/06/2023 15:55
  • Alterado: 28/06/2023 15:55
  • Autor: Redação