Santo André tem setembro mais chuvoso em 10 anos e dá alerta

Santo André: com chuvas 112% acima da média do mês, cidade registra 240 mm e mobiliza Defesa Civil em alerta máximo

Santo André tem setembro mais chuvoso em 10 anos e dá alerta

Crédito: Fotos: Alex Cavanha/PSA e Divulgação/Semasa

Com um acumulado médio de 240 milímetros de precipitação registrado apenas nos primeiros 14 dias do mês, Santo André enfrenta o mês de setembro mais chuvoso dos últimos dez anos. O volume de água acumulado até esta segunda-feira (14) já superou em expressivos 112% a média climatológica histórica esperada para todo o período mensal, fixada em 113,27 milímetros.

Diante da gravidade do quadro meteorológico e da saturação crítica do terreno, a Prefeitura de Santo André colocou o Departamento de Proteção e Defesa Civil de Santo André e as equipes operacionais da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas em estado de alerta máximo.

O monitoramento ininterrupto acompanha os radares do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), as leituras da Defesa Civil estadual, a capacidade de contenção dos piscinões e a calha dos córregos e rios que cortam o município.

Eventos Climáticos Extremos e Bairros Críticos

Santo André
Fotos: Alex Cavanha/PSA e Divulgação/Semasa

O volume fora do padrão decorre da intensificação de eventos climáticos extremos associados a padrões atmosféricos globais atípicos, que concentram precipitações severas em janelas curtas de tempo.

O prefeito Gilvan Ferreira destacou que a administração mobilizou toda a estrutura municipal para agir preventivamente nas áreas com histórico de vulnerabilidade:

Estamos enfrentando um cenário de chuvas muito acima do que normalmente é registrado para o período, reflexo de um cenário climático cada vez mais desafiador. Por isso, determinei que a Defesa Civil e as secretarias municipais permaneçam mobilizadas e em monitoramento permanente, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Nosso foco é agir de forma preventiva, com rapidez e integração, para proteger a população. Também reforçamos a importância da participação dos moradores, que devem ficar atentos aos sinais de risco e acionar imediatamente a Defesa Civil diante de qualquer situação de perigo. Neste momento, a prioridade absoluta da Prefeitura é preservar vidas”, afirmou o chefe do Executivo.

Conforme a rede pluviométrica do Cemaden, os índices acumulados nos bairros apontam disparidades severas:

  • Jardim Santo André: Registrou o maior volume de precipitação da cidade, atingindo 316,2 mm acumulados no mês;
  • Paranapiacaba: Localizada na Macrozona de Proteção Ambiental, a vila histórica computou 279,1 mm;
  • Acumulados em 96 horas: Leituras automáticas apontaram marcas elevadas na Vila Príncipe de Gales (186 mm), Recreio da Borda do Campo (174,38 mm), Parque Andreense (168,57 mm), Paranapiacaba (162,81 mm) e Vila Bastos (155,56 mm).

O mapa de risco hidrológico e geológico do município mantém vigilância contínua também sobre encostas e taludes no Jardim Bela Vista e Condomínio Maracanã.

Saturação do Solo e Orientações à População

Santo André
Fotos: Alex Cavanha/PSA e Divulgação/Semasa

A sucessão ininterrupta de dias chuvosos desde a semana anterior elevou ao limite a umidade do subsolo, tornando o terreno propenso a escorregamentos de terra, erosões estruturais, solapamento de margens e enxurradas bruscas.

O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, reforçou o pedido de prudência aos moradores de encostas: “Nossas equipes estão preparadas e mobilizadas em campo para agir diante de qualquer ocorrência. No entanto, em momentos de solo saturado e acumulados tão expressivos, a parceria do cidadão é fundamental. Pedimos que a população fique atenta aos sinais de risco e não hesite em acionar nossos canais ao primeiro sinal de perigo”.

A Defesa Civil lista os principais indicativos visuais de que uma encosta ou estrutura predial está sofrendo movimentação:

  • Rachaduras novas ou ampliação rápida de fendas no piso, paredes e muros divisórios;
  • Inclinação anormal de postes elétricos, árvores, mourões de cerca ou muretas;
  • Estalos ou ruídos secos em vigas, lajes e estruturas de alvenaria;
  • Abatimento visível do nível do solo ou minas de água barrenta vertendo da base de barrancos.

Ao notar qualquer dessas manifestações, a ordem prioritária é deixar o imóvel imediatamente e acionar o socorro público.

Telefones de Emergência (24 Horas)

  • Defesa Civil Municipal: Ligue 199;
  • Corpo de Bombeiros: Ligue 193.
Daniela Ferreira

  • Publicado: 14/09/2026 18:31
  • Alterado: 14/09/2026 18:31
  • Autor: Daniela Ferreira