Conselho da Igualdade Racial de Diadema elege representantes para a coordenação executiva

A nova equipe gestora terá mandato até 2025 e é formada por quatro integrantes, dois da sociedade civil e dois do poder público

  • Data: 01/02/2024 08:02
  • Alterado: 01/02/2024 08:02
  • Autor: Iara Santos Luz
  • Fonte: PMD
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Novos eleitos para a Coordenação Executiva - ao centro Daniel, Marcia e Regina

Crédito:Mauro Pedroso

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O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Diadema escolheu ontem (30/1) à noite, no Auditório do Paço Municipal, os novos integrantes que farão parte da coordenação executiva que auxiliará a Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CREPPIR) no enfrentamento ao racismo e ao preconceito. 

A nova equipe gestora eleita é formada por quatro membros, com mandato até 2025, e tem na presidência Regina SanT’Anna; na vice-presidência Márcia Damaceno; primeira secretária Ana Paula da Silva Gabriel; e segundo secretário, Daniel Dartie. 

Regina é professora aposentada da rede municipal de Diadema e frequentadora do Fórum de Promoção da Igualdade Racial Benedita da Silva. O comitê de discussão funciona aos sábados, na Câmara Municipal, e a parceria com o legislativo local ajuda a fomentar o ensino sobre as culturas Afro-brasileira e a Africana. “Eu participo do Fórum há quase três anos e lá também ministrei curso sobre religiões de matrizes africanas, com ênfase no candomblé feminino”, afirma a nova presidente. 

O fórum de Diadema foi fundado em setembro de 2012, por lideranças e representantes de entidades do Movimento Negro local, e funciona como um polo de irradiação de cultura e de conscientização. Seu nome é uma homenagem à deputada federal Benedita da Silva, única mulher afro-brasileira eleita para o cargo de deputada federal constituinte no ano de 1986. Antes de ocupar o cargo em Brasília, Benedita foi auxiliar de enfermagem, vereadora do Rio de Janeiro e formou-se em serviço social. 

Coordenação colegiada – A escolha dos novos participantes para a coordenação executiva do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Diadema foi para atender o Artigo 6º, do Regimento Interno do Conselho, que pede a troca de seus integrantes a cada doze meses, mesmo sendo os indicados participantes do Conselho, com mandato de dois anos, biênio 2023/2025.   

“Como a equipe gestora é formada por 50% de pessoas da sociedade civil e 50% do poder público fizemos a assembleia para escolher os novos representantes e assim realizar o rodízio estabelecido no artigo sexto”, esclarece a líder do CREPPIR Márcia Damaceno. No ano 2023 Márcia presidiu a coordenação executiva e agora passa a atuar na vice-presidência. 

Outros itens do Regimento Interno também foram discutidos no encontro de ontem. Entre eles, estabelecer dias e horários para as reuniões ordinárias do conselho e fazer as indicações de nomes para compor as cinco comissões que tratam de assuntos pertinentes a questões religiosas, raciais e de cidadania. 

No primeiro item ficou acordado que o conselho se reunirá a cada 30 dias, na última terça-feira do mês, em encontros alternados. Um mês será presencial, às 18h, e no próximo online, às 19h. No segundo item a decisão aprovada foi que o colegiado fará encontro virtual para indicação dos nomes que vão compor as comissões e, no próximo dia 27 de fevereiro, às 18h, no Auditório do Paço Municipal, na primeira reunião de 2024, esses nomes serão apresentados. 

Na mesma reunião do dia 27 de fevereiro será discutido a competência de cada comissão, que são as seguintes: Comissão de Combate à Intolerância Religiosa; de Saúde Integral da População Negra; de Educação Étnicos Raciais; Cultura Negra e Outros Grupos Étnicos Raciais; e Comissão da Segurança Cidadã e Antirracista. 

Com 24 membros (titulares e suplentes), o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Diadema é constituído por 12 representantes da sociedade civil e 12 do poder público. 

Os indicados pela administração municipal são servidores ligados às secretarias municipais e os da coletividade são representantes de diferentes setores sociais, entre eles: movimento de mulheres negras, sindicatos com sede em Diadema que tratam da questão racial, federações de Umbanda e de Candomblé, e entidades ligadas a movimentos LGBTs e de diversidade cultural. 

Cidade Antirracista – Por ter a Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o Conselho e o Plano Municipal Decenal que juntos promovem políticas públicas no combate ao racismo e o fortalecimento da luta do povo preto, Diadema no dia 30 de novembro de 2023 passou a integrar a rede de Cidades Antirracistas. A outorga foi dada pelo Ministério Público de São Paulo e o município está entre as 62 cidades do Estado que foram contempladas com o título.

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  • Data: 01/02/2024 08:02
  • Alterado: 01/02/2024 08:02
  • Autor: Iara Santos Luz
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