Antes de críticas de Lula, Campos Neto e Haddad discutiram metas de inflação
Presidente do BC e o ministro da Fazenda trataram reservadamente sobre a necessidade de mudança nas metas de 2024 e 2025
- Data: 10/02/2023 14:02
- Alterado: 10/02/2023 14:02
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Estadão Conteúdo
Crédito:Reprodução
A equipe econômica já tinha uma sinalização positiva do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, para um ajuste nas metas de inflação dos próximos anos quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a criticar com mais intensidade a condução da política monetária. A investida interrompeu as conversas com a autarquia.
A reportagem apurou que o presidente do BC e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trataram reservadamente sobre a necessidade de mudança nas metas de 2024 e 2025 – consideradas muito justas pelo governo petista.
Na conversa, relatada à reportagem por dois técnicos da equipe econômica, Campos Neto sinalizou que uma eventual mudança da meta de inflação de 2024, de 3% para 3,5%, poderia ter um efeito menos danoso na economia e contribuiria para uma eventual ancoragem das expectativas.
O começo de uma discussão sobre uma alteração na meta poderia ocorrer na próxima quinta-feira, 16, na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) – a primeira com Haddad, Campos Neto e a ministra do Planejamento, Simone Tebet. No entanto, o tema não estará na pauta.
Conforme o decreto presidencial que definiu o regime de metas, cabe ao ministro da Fazenda propor o voto ao CMN com os objetivos que devem ser perseguidos pelo Banco Central. Segundo um técnico da equipe econômica, o assunto geralmente é tratado mais próximo de junho. Para ele, o assunto pode até ser discutido na reunião da próxima semana, mas não há voto para deliberação até o momento.