Trump retira sigilo e libera arquivos inéditos de óvnis

Governo de Trump libera 40 arquivos inéditos de óvnis com vídeos e relatos de astronautas

Crédito: Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA

O governo de Donald Trump divulgou um novo conjunto de arquivos históricos que estavam sob sigilo oficial. O material reúne dezenas de registros coletados por agências de inteligência e forças militares ao longo das últimas décadas, ampliando o aceso público a relatos de objetos voadores não identificados.

A liberação cumpre uma determinação assinada por Trump no início deste ano. Na ocasião, o republicano ordenou que órgãos de segurança e inteligência realizassem um pente-fino em documentos confidenciais que pudessem ser abertos ao público. Esta nova leva de documentos faz parte de um portal criado especificamente para concentrar o acervo de investigações sobre óvnis.

Detalhes dos documentos divulgados

O pacote atual reúne 40 arquivos inéditos mantidos sob custódia do Estado americano. A lista inclui 14 documentos textuais, 19 vídeos, quatro gravações de áudio e três imagens digitalizadas. O material foi produzido por órgãos de alto escalão, como o Pentágono, a CIA, o FBI, a Nasa e o Departamento de Energia.

Registros do ônibus espacial Columbia

Entre os arquivos que ganharam publicidade estão relatórios emitidos por astronautas a bordo do ônibus espacial Columbia, gravados entre 19 de novembro e 7 de dezembro de 1996. Em uma das imagens, um objeto surge à direita do planeta Terra. Outro registro mostra o corpo celeste aparente girando em torno de seu próprio eixo. O terceiro arquivo flagra o objeto em uma trajetória linear entre a espaçonave e a atmosfera terrestre.

Relato de aviador militar

A rodada de desclassificação traz também o depoimento detalhado de um aviador militar veterano, com quase 30 anos de serviço nas Forças Armadas. Durante um voo de rotina para treinamento, o piloto relatou o avistamento de uma estrutura com capacidade de deslocamento incomum.

“O objeto apresentava características de movimentação que não se pareciam com nenhuma aeronave conhecida ou operada pelas forças tradicionais”, apontou o militar em seu relatório.

Segurança nacional e hipótese extraterrestre

Apesar do forte apelo popular e do mistério que ronda as aparições, a gestão de Donald Trump e o Pentágono enfatizam que a abertura dos dados não serve como comprovação científica de vida fora da Terra. Os episódios seguem catalogados formalmente como “não identificados” porque os dados colhidos por sensores não são suficientes para atestar a origem exata dos fenômenos.

Nos últimos anos, a abordagem de Washington mudou de figura. O tema deixou o campo da especulação ficcional e passou a ser tratado estritamente como uma pauta de segurança nacional. A principal preocupação da equipe de Trump e dos analistas de defesa é identificar se esses fenômenos aéreos são, na verdade, tecnologias de espionagem desenvolvidas por nações rivais, falhas nos sistemas de sensores das aeronaves americanas ou apenas eventos meteorológicos raros.

O governo americano projeta que novos lotes de arquivos sejam disponibilizados de forma gradual nos próximos meses.

  • Publicado: 11/07/2026 11:34
  • Alterado: 11/07/2026 11:34
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: FolhaPress