Terremoto na Venezuela: número de mortos chega a 920 e alerta autoridades

Terremotos na Venezuela deixam 920 mortos e milhares de feridos. O governo brasileiro envia ajuda humanitária e militares para o resgate

Crédito: RS/FotosPúblicas

O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela chegou a 920, segundo balanço atualizado divulgado pelas autoridades do país. A tragédia, considerada uma das maiores crises humanitárias da história recente venezuelana, continua mobilizando equipes de resgate e mantendo a população em estado de alerta. Neste sábado (27), um novo tremor de magnitude 4,9 na escala Richter foi registrado na costa norte do país. O abalo foi sentido por moradores de Caracas e Maracay, mas teve intensidade muito inferior aos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na última quarta-feira (24), que devastaram diversas cidades e provocaram o colapso de edifícios e da infraestrutura local.

O novo abalo sísmico teve epicentro a 54 quilômetros de El Limón, no estado de Aragua, a uma profundidade de 10 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Até o momento, não há relatos de novos danos significativos ou vítimas provocadas pelo tremor deste sábado.

O novo abalo sísmico foi sentido por moradores das cidades de Caracas e Maracay, mas apresentou menor intensidade em comparação com os eventos devastadores do início da semana. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do novo terremoto ocorreu a 54 quilômetros de El Limón, no estado de Aragua, a uma profundidade de 10 quilômetros.

Tragédia deixa centenas de vítimas fatais na Venezuela

De acordo com o pronunciamento oficial da administração federal, transmitido pela emissora estatal VTV, a quantidade de mortos subiu para 920 pessoas. Além disso, as autoridades de saúde contabilizam ao menos 3.360 feridos e cerca de 383 edifícios completamente destruídos ou gravemente danificados.

Desaparecidos geram mobilização comunitária

A busca por sobreviventes é realizada em condições extremas pelas equipes de resgate, que enfrentam a falta de maquinário adequado. Grupos organizados por moradores locais estimam que o número de desaparecidos sob os escombros já ultrapassa a marca de 24 mil pessoas. Devido à alta densidade populacional e à fragilidade das construções na Venezuela, o Serviço Geológico dos Estados Unidos projeta que o total real de óbitos pode ser significativamente maior com o avanço das escavações.

Brasileiros estão entre os mortos confirmados

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) confirmou que dois cidadãos brasileiros faleceram em decorrência dos fortes tremores na Venezuela. As vítimas são um homem e uma mulher, cujas identidades completas e procedências detalhadas foram preservadas inicialmente pelas autoridades diplomáticas.

A brasileira Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, foi identificada como uma das vítimas fatais da catástrofe. Ela residia no estado costeiro de La Guaira, localizado a cerca de 30 quilômetros da capital Caracas, região que foi classificada como “zona de desastre” devido ao alto nível de destruição estrutural.

Nas redes sociais, familiares de Vanessa prestaram homenagens emocionadas e destacaram o impacto da perda.

“Nossa irmã mais humana, mais alegre e mais terrena foi a primeira a deixar a terra, mas sempre estará viva. Foi só o corpo que partiu do sofrimento”, declarou uma familiar da vítima.

Brasil envia forças militares e ajuda humanitária

Diante do colapso no atendimento médico e da infraestrutura local, o governo brasileiro anunciou uma operação de suporte emergencial para a Venezuela. Um segundo voo humanitário tem decolagem programada para este domingo com o objetivo de reforçar o atendimento às vítimas.

A comitiva do Brasil transportará 48 militares da Marinha do Brasil, que serão os responsáveis por instalar e operar um hospital de campanha na zona afetada. O pacote de assistência humanitária enviado pelo governo federal inclui também 100 purificadores de água equipados com painéis solares para garantir o abastecimento de água potável em áreas isoladas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantêm equipes de prontidão nas fronteiras da Venezuela e fizeram apelos internacionais para que os países vizinhos facilitem o trânsito de suprimentos e continuem acolhendo os cidadãos afetados pela tragédia.

  • Publicado: 27/06/2026 09:11
  • Alterado: 27/06/2026 09:16
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: ABCdoABC