Terremoto de magnitude 5,6 atinge Peru e repercute no Acre

Terremoto no leste do Peru foi registrado a 154 km de profundidade e teve reflexos em cidades do estado do Acre

Reprodução/USGS

Crédito: Reprodução/USGS

Um terremoto de magnitude 5,6 foi registrado no Peru na noite desta sexta-feira (31) e provocou reflexos em cidades do estado do Acre, no Brasil.

O abalo sísmico ocorreu na região de Pucallpa, no leste peruano, a uma profundidade de 154 quilômetros. O tremor foi registrado por volta das 21h58 e chamou a atenção de moradores da área, que relataram o ocorrido nas redes sociais.

Terremoto ocorreu próximo à fronteira com o Brasil

O terremoto teve epicentro na reserva nacional San Fernando, localizada próxima à fronteira entre Peru e Brasil. Em território brasileiro, moradores dos municípios de Tarauacá e Marechal Thaumaturgo informaram que sentiram os reflexos do tremor, ocorrido a aproximadamente 60 quilômetros da divisa entre os dois países.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o evento apresenta baixo risco de provocar destruição significativa ou vítimas fatais. A instituição, responsável pelo monitoramento da atividade sísmica em escala global, informou que a grande profundidade do abalo contribui para diminuir seus efeitos na superfície.

Autoridades seguem monitorando o terremoto

Até o momento, as autoridades peruanas não divulgaram um balanço oficial sobre possíveis danos materiais ou pessoas feridas. O Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru (Indeci) informou que continua acompanhando a situação na região de fronteira após o terremoto.

Por que o Brasil raramente registra terremotos fortes

A posição geográfica do Brasil é um dos principais fatores que explicam a baixa ocorrência de grandes desastres relacionados a abalos sísmicos. O território brasileiro está localizado na parte central da placa tectônica sul-americana, considerada uma área geologicamente estável e distante das bordas das placas tectônicas.

Por esse motivo, os tremores percebidos no país costumam ser consequência de terremoto ocorrido em países vizinhos. Embora o Brasil registre pequenos sismos de baixa intensidade com relativa frequência, os abalos mais intensos sentidos pela população normalmente têm origem na região da Cordilheira dos Andes, onde a atividade sísmica é mais elevada.

  • Publicado: 31/07/2026 09:03
  • Alterado: 31/07/2026 09:04
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: FOLHAPRESS