Grande ABC terá 13 hospitais beneficiados pela Tabela SUS Paulista
Treze hospitais municipais do ABC aderiram à Tabela SUS Paulista, que amplia o financiamento da rede pública. Os primeiros repasses estão previstos para agosto.
- Publicado: 25/07/2026 12:40
- Alterado: 25/07/2026 12:40
- Autor: Thiago Antunes
A Tabela SUS Paulista já integra a gestão financeira de 13 hospitais municipais da região do ABC. O programa do Governo do Estado de São Paulo expande o orçamento da rede pública de saúde. O Ministério da Saúde contabiliza a produção desde junho, mas os repasses entram na conta das unidades apenas em agosto.
Na região, aderiram ao programa o Centro Hospitalar Municipal Dr. Newton da Costa Brandão e o Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, em Santo André; o Hospital e Maternidade São Lucas, em Ribeirão Pires; e o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em Mauá.
São Caetano inseriu o Complexo Hospitalar de Clínicas e o Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin. São Bernardo lidera em unidades contempladas com o Hospital de Câncer Padre Anchieta, Hospital da Mulher, Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), Hospital de Urgência e Hospital de Clínicas Municipal.
Como a Tabela SUS Paulista financia a saúde municipal
A extensão da Tabela SUS Paulista para as administrações locais compõe a estratégia estadual de fortalecimento do atendimento público. A iniciativa complementa os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) federal por procedimentos realizados nos equipamentos locais. A medida pode elevar a remuneração em até cinco vezes, conforme a complexidade clínica.
O planejamento estipula um investimento anual de quase R$ 760 milhões para cobrir 100 centros médicos em 77 cidades paulistas. O balanço atual aponta que 79 unidades hospitalares de 62 municípios assinaram o termo de adesão. O governo estadual estima enviar até R$ 223,4 milhões aos equipamentos do ABC.
Repasses e divisão do orçamento na região
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) não detalhou a distribuição exata do montante entre os municípios e as clínicas regionais. O cálculo dos depósitos da Tabela SUS Paulista obedece rigorosamente ao volume de produção hospitalar gerada pelas unidades e aprovada pela esfera federal de saúde.
As prefeituras aguardam a liberação do dinheiro para cobrir gastos já efetuados. “Ainda não recebemos os recursos, que serão destinados ao custeio dos procedimentos já realizados no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini”, informou a Prefeitura de Mauá. O município negou impacto imediato na redução das filas de cirurgias.
A administração de Diadema e a Prefeitura de Rio Grande da Serra confirmaram que ficaram fora da lista atual de contemplados para receber a verba extra. Os demais municípios do ABC não se manifestaram sobre as negociações pendentes.
Monitoramento de resultados e metas
Lançada em 2024, a iniciativa focou inicialmente nas Santas Casas e nas instituições filantrópicas parceiras. A expansão recente englobou os complexos administrados diretamente pelas secretarias municipais, alterando o padrão de custeio governamental na região metropolitana.
O Estado ainda não possui indicadores consolidados sobre a eficácia da injeção financeira na diminuição de filas por exames e intervenções cirúrgicas. A gestão paulista fará o monitoramento estrutural assim que os hospitais receberem os recursos da Tabela SUS Paulista e ampliarem a execução dos serviços aos pacientes.