SEDPcD passa a apoiar 12 centros de pesquisa em SP
Iniciativa conjunta com a Fapesp impulsiona projetos da USP e Unesp nas áreas de robótica assistiva, meio digital e mercado de trabalho.
- Publicado: 19/09/2026 17:55
- Alterado: 19/09/2026 17:55
- Autor: Thiago Antunes
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) assumiu o cofinanciamento de cinco novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento no estado paulista. A ação com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) eleva para 12 o número total de núcleos científicos dedicados a criar soluções práticas para este segmento populacional.
As novas unidades operam na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Os pesquisadores focam no avanço tecnológico aplicado a quatro frentes estratégicas: acesso ao emprego, robótica assistiva, inclusão digital e acessibilidade ao patrimônio cultural.
Expansão da SEDPcD no campo acadêmico
A aprovação dos laboratórios aconteceu na quinta chamada pública da Fapesp, conectando recursos do governo a pólos universitários. A SEDPcD estruturou quatro destes centros em unidades da USP na capital e destinou uma sede ao interior, lotada na Unesp de Presidente Prudente.
O CIFT e o CRIAR, instalados na USP, direcionam esforços para a robótica assistiva, buscando acelerar a reabilitação motora e promover o envelhecimento ativo. Na mesma instituição, o CONVERGE formula plataformas digitais inclusivas para acervos históricos, e o CCDIP-PcD traça métricas socioeconômicas visando o crescimento profissional do trabalhador.
A unidade do interior abriga o CEELDIA-SP, coordenado pela Unesp. Os pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia elaboram plataformas e métodos educacionais para facilitar a entrada do público no mercado de trabalho digital.
“Alcançar a marca de 12 Centros de Ciência para o Desenvolvimento evidencia que São Paulo trata as políticas de inclusão com prioridade e rigor científico”, afirmou o secretário Marcos da Costa.
Histórico de investimentos da SEDPcD
Os cinco novos laboratórios integram um ecossistema científico formado ao longo dos últimos anos. Os sete centros pioneiros mantidos pelo governo paulista já entregam ferramentas de alto impacto social.
A infraestrutura preexistente engloba o projeto TECVIDA, focado em exoesqueletos modulares, e grupos de inteligência artificial aplicados à tradução de Libras na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A rede cobre também estudos sobre transtorno do espectro autista, esporte paralímpico e deficiência visual.
O financiamento fixo elimina as barreiras que impedem as invenções de saírem dos laboratórios. A SEDPcD atua no direcionamento das demandas sociais diárias, garantindo que o dinheiro investido nas universidades retorne em forma de autonomia e qualidade de vida para os cidadãos.