São Vicente debate futuro da saúde no litoral em Santos
São Vicente participa de debate sobre tecnologia e saúde para propor parcerias entre prefeituras, universidades e iniciativa privada no litoral
- Publicado: 24/09/2026 10:30
- Alterado: 24/09/2026 10:30
- Autor: Daniela Ferreira
A gestão da saúde pública do município de São Vicente marcou presença no 1º Meeting Inovação & Saúde 4.0, sediado no Parque Tecnológico de Santos, na última quarta-feira (23).
A cidade foi representada pela secretária municipal da Saúde, Michelle Santos, que participou como palestrante do painel dedicado aos desafios de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e à integração da rede assistencial na Baixada Santista.
O fórum reuniu no espaço Arena do Conhecimento gestores públicos das cidades litorâneas, pesquisadores de universidades, representantes de startups, empresários do setor médico e lideranças da sociedade civil.
O debate “O futuro da saúde regional – demandas reais e imediatas” concentrou as discussões em saídas tecnológicas e operacionais para otimizar os recursos do SUS e reduzir o tempo de espera por consultas e procedimentos especializados no litoral paulista.
Integração de sistemas, transparência em filas e financiamento do SUS

Durante sua intervenção no evento, a secretária vicentina argumentou que o avanço no atendimento prestado à população litorânea depende mais da otimização e comunicação entre os equipamentos já existentes do que do aumento contínuo de estruturas físicas de atendimento.
“A gente não precisa necessariamente de mais estruturas dentro da nossa região. O que precisamos é nos conhecer melhor, nos olhar melhor e nos integrar melhor enquanto rede. Precisamos ter transparência nas nossas filas e nas demandas dos nossos usuários para conseguir oferecer uma assistência melhor e encurtar o tempo de cuidado do cidadão”, afirmou Michelle Santos.
A gestora ressaltou a mobilidade habitual dos moradores da Baixada Santista, que frequentemente transitam entre diferentes municípios para ter acesso a consultas, exames e internações.
“Não podemos olhar para a saúde apenas como se fosse a saúde da nossa casa, do nosso território. O meu usuário vai precisar transitar e a gente precisa olhar a saúde realmente de uma forma regional”, destacou a secretária.
No tocante ao orçamento do setor, Michelle defendeu uma revisão nos repasses governamentais para garantir sustentabilidade financeira às prefeituras e aos prestadores de serviços conveniados ao SUS.

“Hoje, o SUS faz muito com pouco. Muitas vezes temos um parceiro ao nosso lado e não conseguimos remunerá-lo adequadamente para que ele seja eficaz e efetivo. Precisamos olhar realmente para essa questão”, complementou.
A secretária concluiu ressaltando que o alinhamento estratégico entre a saúde pública, a saúde suplementar, as universidades e a iniciativa privada é o caminho mais viável para equalizar os custos do setor.
“Saúde é cara. É cara para a saúde suplementar e é cara para a saúde pública. E eu acredito que, dando as mãos, a gente consegue resolver o problema”, finalizou a titular da pasta.