Santo André dá posse ao Conselho Municipal de Defesa Civil
Órgão paritário recém-criado reúne poder público e sociedade civil para fortalecer prevenção de desastres e mapeamento de riscos locais.
- Publicado: 05/09/2026 09:05
- Alterado: 05/09/2026 09:05
- Autor: Thiago Antunes
A cidade de Santo André oficializou na sexta-feira (4) a primeira composição do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec-SA). A Prefeitura de Santo André instituiu o grupo para deliberar sobre políticas de resposta a emergências e adaptação climática. O órgão paritário conta com 12 membros titulares e seus respectivos suplentes.
O novo conselho tem caráter permanente e consultivo. A formação integra o Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil (Simpdec), focado no planejamento estratégico de ações preventivas. A formalização ocorreu por meio da Portaria nº 088/2026, regulamentando a legislação municipal aprovada em 2020.
Santo André amplia gestão de riscos urbanos
A administração municipal busca estruturar a governança climática frente à incidência de fenômenos extremos. “A criação do conselho coloca a prevenção no centro da nossa política de proteção à população”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira. O chefe do Executivo avalia que a união entre os diferentes setores melhora a capacidade operacional da cidade.
O projeto engloba pastas estratégicas de Santo André. O poder público está representado pela Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, pelo Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) e por equipes de assistência social, habitação e saúde.
As cadeiras da sociedade civil pertencem a moradores e entidades locais. Entre os participantes estão integrantes do Núcleo de Proteção e Defesa Civil Comunitário (Nupdec Eucaliptos) e representantes do setor industrial da região.
Ações focadas em resiliência climática
O modelo implementado pretende alterar a resposta reativa a emergências para um planejamento ambiental integrado. “A formalização do conselho consolida uma mudança de paradigma na forma como enfrentamos os desafios climáticos e urbanos”, diz o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.
A inserção das comunidades vulneráveis nas discussões técnicas é essencial para a elaboração de planos eficazes. “Ter a sociedade civil sentada à mesa deliberando em igualdade sobre os planos de contingência fortalece a cultura de prevenção”, afirma a diretora de Proteção e Defesa Civil de Santo André, Priscila de Oliveira.
As reuniões ordinárias do colegiado ocorrerão a cada três meses. A presidência do mandato válido para o biênio 2026-2028 ficou com a pasta de meio ambiente, enquanto a vice-presidência pertence aos representantes civis. O grupo também criará comissões especiais dedicadas ao mapeamento de áreas de risco e à revisão periódica dos planos de contingência.
O acompanhamento contínuo dos indicadores ambientais embasará as futuras decisões do comitê diretivo. As diretrizes estabelecidas pelo conselho ajudarão Santo André a mitigar os impactos das mudanças globais de forma estruturada e transparente nos próximos anos.