Polícia de SP mira quadrilha de falsos investimentos

Ação policial interestadual cumpre mandados contra grupo criminoso que lesou centenas de pessoas em esquema de fraudes com criptomoedas.

Polícia de SP mira quadrilha de falsos investimentos

Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

Policiais civis paulistas prestam apoio nesta quinta-feira (13) à Operação Criptoabate, liderada pelo Rio Grande do Sul, para desmantelar uma rede focada em falsas plataformas de investimentos. As equipes cumprem mandados judiciais simultâneos em São Paulo, território gaúcho e Santa Catarina contra os fraudadores.

Os agentes executam 10 mandados de prisão preventiva e outros 16 de busca e apreensão nos três estados. A capital paulista concentra a maior parte da ofensiva, recebendo oito ordens de captura e dez de busca, com suporte direto da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) do Deic.

Como operavam as falsas plataformas de investimentos

A investigação da polícia mapeou uma estrutura hierárquica rigorosa criada para captar alvos interessados no mercado financeiro. Os suspeitos dividiam tarefas que iam desde a oferta inicial enganosa até a disponibilização de contas bancárias de terceiros para girar os recursos arrecadados com o esquema.

O grupo convertia todo o montante obtido em criptoativos o mais rápido possível. A manobra digital visava dificultar o rastreamento do dinheiro pelos órgãos de controle e lavar o capital oriundo dos golpes virtuais.

A atuação da DCCiber em São Paulo demonstra a importância da integração entre as Polícias Civis no combate a crimes cibernéticos e financeiros que ultrapassam as fronteiras dos estados. O foco é contribuir para a desarticulação dessa estrutura criminosa, identificar outros envolvidos e possíveis vítimas”, afirmou o delegado Paulo Barbosa, responsável pela Divisão de Crimes Cibernéticos.

Prejuízo milionário e rastreio de vítimas

O inquérito policial ganhou tração após um único investidor registrar um prejuízo superior a R$ 37 milhões ao aplicar suas reservas na fraude. A partir deste relato financeiro, os investigadores mapearam o fluxo do capital e descobriram a verdadeira dimensão da quadrilha criminosa.

Até o momento, a força-tarefa identificou ao menos 140 possíveis vítimas afetadas pela mesma dinâmica de roubo. Os peritos agora analisam os equipamentos eletrônicos e documentos apreendidos durante as buscas de hoje para localizar outras pessoas lesadas.

As diligências seguem ativas nos três estados para mapear o destino final do dinheiro escondido pelo bando. A prioridade das autoridades de segurança é prender os demais envolvidos e bloquear imediatamente os ativos ligados à operação das falsas plataformas de investimentos.

  • Publicado: 13/08/2026 10:49
  • Alterado: 13/08/2026 10:49
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Agência SP