Polícia prende 3 por golpe do falso advogado em SP
Os suspeitos usavam dados reais de advogados e falsos símbolos judiciários para convencer vítimas a pagar taxas inexistentes.
- Publicado: 11/08/2026 11:51
- Alterado: 11/08/2026 11:51
- Autor: Thiago Antunes
A Polícia Civil prendeu três pessoas nesta terça-feira (11) na região de Itaquera, zona leste da capital paulista. Os detidos integravam uma associação criminosa especializada em fraudes financeiras. A Operação Apate cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Dois suspeitos permanecem foragidos.
A investigação da Polícia Civil começou após o registro de um boletim de ocorrência em Barretos, no interior de São Paulo. Um mecânico de 47 anos recebeu mensagens de um golpista se passando por seu representante legal. O fraudador alegou uma suposta vitória judicial.
Como a Polícia Civil identificou o esquema
Para liberar o dinheiro sem incidência de impostos extras, a vítima precisava realizar uma transferência de quase R$ 10 mil. O mecânico desconfiou da cobrança antes de concluir o pagamento. Ele clicou no link recebido e acabou sofrendo prejuízos financeiros.
O trabalho investigativo durou cerca de seis meses e mapeou quatro homens e uma mulher. A quadrilha atuava de forma coordenada aplicando estelionatos eletrônicos. Os agentes rastrearam o uso de chamadas de vídeo, aplicativos de mensagens e compartilhamento de telas.
“A estratégia era criar uma aparência de legitimidade para convencer as vítimas de que existiam valores judiciais disponíveis”, apontaram os investigadores da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Barretos. Os estelionatários usavam símbolos do Poder Judiciário e imagens de profissionais de advocacia sem autorização.
A Polícia Civil descobriu que o grupo fazia pesquisas sobre advogados de diferentes estados para dar credibilidade às abordagens. As provas apreendidas durante as buscas indicam uma divisão estruturada de tarefas. Os criminosos compartilhavam recursos tecnológicos para executar as fraudes.
Operação Apate mira novas conexões
Os policiais apreenderam celulares, computadores, documentos e dispositivos de armazenamento digital. O material passará por perícia técnica. A corporação identificou indícios de que o grupo operava outras fraudes eletrônicas com conexões em diversos municípios brasileiros.
O nome da ação faz referência à figura da mitologia grega associada ao engano e à fraude. Equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE), Grupo Especial de Reação (GER) e Divisão de Capturas apoiaram a ofensiva. A Polícia Civil continua as buscas para localizar e prender os dois foragidos.