Número de desaparecidos na Venezuela pode passar 40 mil após terremoto
O impacto dos fortes tremores na Venezuela indica mais de 40 mil desaparecidos em meio à destruição e buscas por sobreviventes na costa do país
- Publicado: 25/06/2026 22:28
- Alterado: 27/06/2026 09:48
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Agência Brasil
O número total de pessoas desaparecidas na Venezuela pode passar de 40 mil, segundo dados divulgados na noite da última quarta-feira (24/06). A atualização foi divulgada pelo presidente do Congresso Jorge Rodríguez e irmão da presidente Delcy Rodríguez. O número de mortosa 188 e, segundo ele, passa de 1.500 o número de pessoas hospitalizadas.
O governo do país vizinho decretou estado de emergência para mobilizar as forças de segurança. Diante do cenário Jorge Rodríguez, confirmou a escalada dos dados em pronunciamento oficial na última quinta-feira. Como o governo local ainda não estruturou um sistema oficial próprio de contagem para os desaparecidos na Venezuela, a população civil criou o site “Desaparecidos Terremoto Venezuela” para mapear as vítimas com dados como idade, sexo e última localização conhecida.
Destruição e colapso na região litorânea
Os abalos sísmicos ocorreram em um intervalo de apenas 39 segundos no início da noite de quarta-feira (24). O primeiro registro atingiu a magnitude de 7,2 na escala Richter e o segundo alcançou a marca de 7,5, tornando-se o sismo mais violento a golpear a Venezuela desde o ano de 1900. O epicentro do tremor mais forte se localizou em El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros da capital, Caracas.
A destruição concentrou-se severamente no estado litorâneo de La Guaira e nos arredores de Morón. Conforme os relatórios técnicos, os tremores foram classificados como “rasos” — originados a pouca profundidade da crosta terrestre —, o que maximizou a dissipação da energia diretamente na superfície e causou a queda em massa de edificações residenciais e comerciais.
“A quantidade de energia liberada foi imensa. Quanto mais rasos são os sismos, maior é o potencial de impacto e destruição nas áreas urbanas”, explicou Marcos Ferreira, geofísico e pesquisador do Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Resposta hospitalar e mobilização internacional
A infraestrutura de saúde na Venezuela sofreu um forte abalo estrutural. Pelo menos oito hospitais foram gravemente danificados na zona do desastre, forçando as equipes de resgate a transferirem centenas de pacientes às pressas para outras regiões menos afetadas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) emitiu uma estimativa de risco projetando que o número total de fatalidades na Venezuela pode oscilar entre 10 mil e 100 mil mortes a longo prazo, considerando a precariedade das habitações locais.
Em resposta à crise na Venezuela, o Governo brasileiro anunciou o envio imediato de uma missão humanitária de apoio ao país vizinho. O suporte do Brasil contará com equipes médicas especializadas e insumos de saúde emergenciais.