Maria Esther Bueno no Hall da Fama do Tênis
O Memorial Tênis Brasileiro inclui a maior tenista do país, Maria Esther Bueno, em seu panteão durante cerimônia no SP Open, no Parque Villa-Lobos
- Publicado: 18/09/2026 21:01
- Alterado: 18/09/2026 21:01
- Autor: Leonardo Nogueira
A história do esporte nacional ganha um novo capítulo. Maria Esther Bueno acaba de ser eternizada no Hall da Fama do tênis brasileiro. O Memorial Tênis Brasileiro (MTB) oficializou a homenagem nesta quinta-feira (17), durante o torneio WTA 250 SP Open, sediado no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
O legado inesquecível de Maria Esther Bueno

Dezenove títulos de Grand Slam coroam essa trajetória brilhante. A ex-número um do mundo dominou as quadras nas décadas de 1950 e 1960. Ela alcançou o topo do ranking mundial em quatro temporadas distintas (1959, 1960, 1964 e 1966), consolidando-se como uma atleta incomparável.
Seu primeiro grande troféu veio em Wimbledon, aos 19 anos. A paulista conquistou sete taças em simples, onze em duplas e uma em duplas mistas ao longo da carreira. Ela faleceu em 2018, deixando uma marca inestimável na história da modalidade.
Cerimônia de imortalização
André Bueno representou a família na capital paulista. Ele recebeu a placa comemorativa que chancela a entrada oficial de Maria Esther Bueno neste seleto grupo esportivo. A ex-tenista Teliana Pereira conduziu a apresentação do evento ao lado de diretores do MTB e do torneio paulista.
“É uma honra e alegria para nossa família e que certamente Maria Esther estaria lisonjeada com a homenagem e o ingresso no Hall da Fama do Memorial Tênis Brasileiro.”
Os pioneiros imortalizados
O panteão máximo do esporte raqueteiro abriga a glória eterna. Walmor Elias, presidente do Memorial, destacou a urgência de preservar a memória nacional. A curadoria de Luiz Mattar já selecionou outros nomes históricos antes da atual indicação.
O MTB reconhece as seguintes lendas e equipes fundadoras:
- Time pioneiro da Copa Davis de 1932 (Nélson Cruz, Ricardo Pernambuco, Ivo Simoni, Manoel Carlos Aranha, Humberto Costa, Inácio Nogueira e Roberto Whately)
- Sofia de Abreu
- Alcides Procópio
- Paulo da Silva Costa
- Ronald Barnes
- Ingrid Metzner
O projeto conta com o forte apoio da Confederação Brasileira, Federação Paulista e do ATP 500 Rio Open. Thomaz Koch atua como presidente de honra da entidade, ancorada por 400 colaboradores ativos. O reconhecimento coroa uma lenda esportiva incontestável. Assim, o nome de Maria Esther Bueno permanecerá vivo como a bússola primária para as futuras gerações.