Lula diz enfrentar “chefe de quadrilha” em ato na Avenida Paulista
Presidente encerra atividades nas ruas com fortes críticas a líderes rivais e apelo para mobilização popular às vésperas da eleição.
- Publicado: 03/10/2026 15:25
- Alterado: 03/10/2026 15:26
- Autor: Thiago Antunes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou neste sábado (3) o último ato público da corrida eleitoral em São Paulo. O candidato petista alertou os apoiadores sobre a influência do crime organizado na política e afirmou enfrentar um chefe de quadrilha nas urnas. O discurso evitou citar o senador Flávio Bolsonaro diretamente.
A estratégia adotada por Lula busca polarizar o cenário ao classificar a disputa de domingo (4) como um embate decisivo para o país. “De um lado a democracia e a soberania, do outro lado a barbárie e a corrupção”, afirmou o presidente. Ele pediu engajamento contínuo dos eleitores nas ruas e comércios para garantir a vitória na reta final.
Investigação sobre a Previdência Social

O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de críticas ligadas a irregularidades no sistema previdenciário. Lula associou a gestão anterior à criação de um esquema financeiro e mencionou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. “Essa é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada pelo Bolsonaro”, discursou o candidato.
A oposição explorou as apurações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para tentar atingir Fábio Luís Lula da Silva, filho do líder petista. A defesa jurídica rejeitou qualquer envolvimento nas falhas detectadas. O Palácio do Planalto confirmou que houve uma audiência prévia de caráter técnico entre o empresário investigado e o chefe do Executivo federal.
Regras de Lula para cartões de crédito
Outro foco do comício paulista envolveu o controle das operações de crédito oferecidas à população. Lula reiterou a necessidade de proibir as instituições financeiras de emitir meios de pagamento não solicitados pelos consumidores. A cúpula governista discute a imposição de regras restritivas em atuação conjunta com o Banco Central.
As taxas abusivas cobradas no mercado motivaram ataques diretos aos lucros das grandes corporações bancárias. “O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem pedir”, declarou o presidente. Ele prometeu reestruturar as regras de concessão para estancar a extorsão financeira contra as famílias brasileiras.
O palanque serviu também para engajar a parcela idosa da população nesta véspera de votação. Com a expectativa de resolver a eleição sem necessidade de segundo turno, Lula ressaltou que ninguém deve se sentir incapaz de votar e exercer cidadania aos 70 anos de idade. O líder político usou sua própria experiência como exemplo ao relatar possuir vitalidade de um menino de 15 anos mesmo tendo chegado aos 80.