Greve na CPTM paralisa trens na zona leste pelo 2º dia
Greve na CPTM afeta trechos das linhas 11, 12 e 13 na zona leste, sobrecarregando estações e forçando acionamento de ônibus do Paese nesta quarta
- Publicado: 05/08/2026 08:37
- Alterado: 05/08/2026 08:37
- Autor: Carlos Enriki
A greve na CPTM afeta a circulação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira (5). A paralisação parcial do sistema ferroviário gera grandes filas, superlotação nas plataformas e atrasos para passageiros que dependem do transporte na zona leste da capital e Grande São Paulo.
Desde as primeiras horas da manhã, os trens operam apenas em trechos específicos. A linha 11-Coral atende o trecho entre as estações Barra Funda e Guaianases. A linha 12-Safira roda somente entre Brás e Engenheiro Goulart. Na linha 13-Jade, as composições trafegam com intervalos maiores entre Engenheiro Goulart e o Aeroporto de Guarulhos.
Ônibus do Paese (Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência) cobrem o trajeto nos trechos interrompidos. Passageiros relatam dificuldades para embarcar nos coletivos e valores elevados em viagens por aplicativos. A estação Guaianases registrou movimento muito acima do normal no início da madrugada, com plataformas cheias e correria no embarque.
Greve será mantida por tempo inderteminado
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu manter a greve na CPTM por tempo indeterminado durante assembleia realizada na noite de terça-feira. A categoria exige garantias por escrito sobre a estabilidade dos empregos com a concessão dos ramais à iniciativa privada. Uma nova assembleia está marcada para às 17h desta quarta-feira para avaliar a continuidade do movimento.
“A categoria destaca que o movimento tem como objetivo defender os direitos dos ferroviários e garantir segurança aos milhares de profissionais que dedicaram suas carreiras ao transporte público paulista”, afirmou a diretoria do sindicato em nota oficial.
A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou a manutenção do movimento como injustificável e defendeu que a motivação possui caráter político. O Poder Executivo estadual alegou o descumprimento da determinação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que exigia 80% do efetivo em operação nos horários de pico, registrando o comparecimento de apenas 53% dos funcionários na operação noturna anterior.
Como medida de mitigação, a Prefeitura de São Paulo manteve a suspensão do rodízio municipal de veículos ao longo do dia. Os três ramais atingidos pela greve na CPTM transportam cerca de 785 mil passageiros em dias úteis.