Educação no Grande ABC supera médias do Estado e do Brasil no Ideb 2025
Dados do MEC mostram que a região avançou nos anos iniciais e no ensino médio e manteve desempenho acima das médias estadual e nacional.
- Publicado: 06/08/2026 07:55
- Alterado: 06/08/2026 07:56
- Autor: Thiago Antunes
A rede pública do Grande ABC obteve desempenho superior às médias estadual e nacional na recente avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicaram os indicadores educacionais nesta quarta-feira (5).
O levantamento mede a qualidade da educação brasileira em uma escala de zero a dez. O cálculo da nota final funde os índices de aprovação escolar medidos pelo Censo Escolar com as médias de rendimento do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Desempenho escolar no Grande ABC
A divulgação detalha o ritmo de evolução regional comparado aos ciclos paulista e brasileiro. O balanço apresenta os resultados dos anos iniciais do ensino fundamental na região:
- A nota das sete cidades subiu de 6,5 para 6,7;
- O índice paulista saltou de 6,2 para 6,6;
- A média brasileira cresceu de 5,7 para 6,1.
O estudo governamental acompanha também as estatísticas dos anos finais do ensino fundamental:
- A avaliação do polo metropolitano manteve a estabilidade com 5,3 pontos;
- As escolas estaduais registraram leve alta de 5,1 para 5,2;
- O panorama nacional indicou crescimento de 4,7 para 5,0.
O encerramento da educação básica demonstra a evolução das notas no ensino médio:
- O indicador regional avançou de 4,5 para 4,6;
- O governo paulista subiu de 4,2 para 4,3;
- O índice federal evoluiu de 4,1 para 4,3.
Metas atingidas e retenção de estudantes
As administrações do Grande ABC superaram a meta estabelecida para o ensino médio de 4,5. O índice da região nos anos iniciais encostou na projeção estipulada de 6,8. A etapa seguinte não cumpriu o objetivo traçado de 5,9 para os anos finais.
Os governos paulista e federal bateram exclusivamente as marcas dos anos iniciais com 6,6 e 6,0 respectivamente. Ambas as instâncias falharam nas exigências determinadas pelo governo para as fases de conclusão do ensino fundamental e médio.
“A aprendizagem foi fortalecida por políticas estruturantes implementadas ao longo dos últimos anos”, pontuou Renato Feder, secretário estadual da Educação. O gestor destacou a ampliação da carga horária de português e matemática nos colégios públicos.
A secretaria paulista intensificou a busca ativa para garantir a presença diária superior a 90% dos estudantes na rede estadual. O monitoramento contínuo impactou de forma direta a elevação das médias gerais.
O governo federal concentrará esforços de assistência técnica nos 442 municípios que seguem com Ideb abaixo de 4,9 nos anos iniciais. O Grande ABC rompeu essa barreira histórica em 2009, quando alcançou a média mínima estipulada de 5,4.
A gestão nacional publicará em outubro as novas diretrizes do Plano Nacional de Educação. O documento traçará estratégias focadas em equidade de aprendizagem para nivelar regiões com déficit educacional aos polos com melhor rendimento prático, como o Grande ABC.