Fisioterapeutas nas UPAs aceleram alta em São Bernardo
Fisioterapeutas nas UPAs de São Bernardo do Campo reduzem internações e transferências para UTI. Veja como a equipe atua na rede
- Publicado: 08/09/2026 19:38
- Alterado: 08/09/2026 19:38
- Autor: Leonardo Nogueira
O papel dos fisioterapeutas nas UPAs redefine o fluxo de urgência e emergência no município. São Bernardo do Campo integra quatro especialistas para atuar diretamente na fisioterapia respiratória de casos severos. O esforço desafoga a rede pública. A iniciativa municipal ganha força no momento em que a medicina baseada em evidências exige equipes multidisciplinares mais ábeis e precisas.
Como fisioterapeutas nas UPAs reduzem riscos
A especialidade foca na recuperação rápida de pulmões debilitados. O trabalho utiliza técnicas manuais e equipamentos específicos para restaurar a capacidade de respiração. As especialistas Cláudia Moura, Samara Mendes, Ana Carolina Oliveira e Giovanna Tiveron cobrem as sete unidades ativas. Elas priorizam polos de alta demanda, como São Pedro, Alves Dias e Rudge Ramos.
“O trabalho do fisioterapeuta na UPA visa estabilizar o paciente grave. A gente atua com quem está internado ou intubado, trazendo qualidade de vida e reduzindo o tempo de internação”, afirma a especialista Ana Carolina Oliveira.
Foco na redução da internação
A ação imediata barra o agravamento do quadro clínico. Os pacientes ganham estabilidade muito mais rápido antes de uma eventual transferência hospitalar. O suporte integrado diminui drasticamente a ocupação prolongada de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“A fisioterapia respiratória impacta diretamente na melhora do paciente. Garantimos que ele chegue mais estável ao hospital, muitas vezes reduzindo o tempo de permanência na UTI”, reforça Cláudia Moura.
Atendimento abrangente e multidisciplinar

A equipe qualificada adapta protocolos para todas as faixas etárias. Crianças frequentemente chegam às unidades enfrentando crises severas de asma e bronquiolite. Adultos dão entrada com descompensações cardíacas ou enfrentando as sequelas crônicas do tabagismo.
O escopo diário de atuação abrange:
- Manobras de desobstrução das vias aéreas em bebês e crianças.
- Suporte ventilatório avançado para adultos em crise.
- Reabilitação motora pontual para evitar perdas funcionais críticas.
A presença ativa de fisioterapeutas nas UPAs representa uma inovação no modelo de saúde brasileiro. A coordenadora médica do Departamento de Atenção Hospitalar, Dra. Élida Fantini, ressalta essa exclusividade técnica. A maioria dos municípios do país restringe esse profissional exclusivamente ao ambiente hospitalar.
“Temos estudos que mostram pacientes intubados permanecendo menos tempo nessa condição quando contam com a fisioterapia respiratória. A atuação auxilia muito para que o paciente estabilize antes de uma transferência”, explica a Dra. Élida Fantini.
A rede estrutura o rodízio estratégico das profissionais para garantir cobertura total. A prioridade máxima engloba as intercorrências respiratórias, mas a demanda motora também recebe suporte clínico imediato. Ao descentralizar o cuidado altamente especializado, a gestão municipal salva vidas. Integrar fisioterapeutas nas UPAs otimiza recursos, humaniza o pronto atendimento e estabelece um novo patamar de excelência para o Sistema Único de Saúde (SUS).