Festival Perifericu reúne Linn da Quebrada em SP

Com cinema, debates e presença de Linn da Quebrada e Vita Pereira, 2º Festival Perifericu ocorre de 1º a 6 de setembro no Jardim Ibirapuera

Festival Perifericu reúne Linn da Quebrada em SP

Crédito: Reprodução/Instagram

O bairro do Jardim Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, recebe entre os dias 1º e 6 de setembro de 2026 a 2ª edição do Perifericu – Festival Internacional de Cinema e Cultura de Quebrada. Com programação 100% gratuita, a iniciativa celebra expressões artísticas e narrativas historicamente marginalizadas, reunindo a exibição de mais de 34 produções audiovisuais, oficinas práticas, rodas de conversa, shows musicais, noites de funk, reggae e a festa Aftermatch Furry Ball.

A edição deste ano coloca no centro do debate a arte negra, indígena e LGBTQIAPN+, prestando homenagens a figuras do ativismo e da cultura periférica, como Linn da Quebrada, Neon Cunha, Dona Madalena, Seu Escurinho do Acordeon e Leo Moreira Sá.

Cinema Periférico, Todes Play e Mostra Escolar

A mostra cinematográfica exibirá curtas e longas-metragens oriundos de diversas regiões do Brasil e de países da América Latina em exibições presenciais e com transmissão on-line pela plataforma Todes Play.

Linn da Quebrada
Divulgação

A grade audiovisual desdobra-se em seções temáticas e comunitárias:

  • Mostra Escolar: Sessões-debate direcionadas a mais de 800 alunos de quatro escolas públicas estaduais do território (E.E. Luiz Gonzaga, E.E. Antônio Manoel, E.E. Renato Braga e E.E. Raimundo Serafim);
  • Sessão Maloka Filmes: Exibição de produções gravadas no próprio Jardim Ibirapuera, além de obras recentes do catálogo da produtora, como “Depois do Fim do Mundo” (2020), “Fronteriza” (Brasil/Paraguai, 2025) e “Anba Dlo” (Brasil/Cuba/Haiti, 2025);
  • Desafio Cine-Corre: Maratona cinematográfica na qual os participantes produzirão um curta-metragem de até 3 minutos em apenas 72 horas a partir de tema sorteado na abertura. O curta vencedor será escolhido por voto popular e premiado em dinheiro.

Rodas de Conversa: Vita Pereira, Renata Prado e Jenyffer Nascimento

Linn da Quebrada
Divulgação

No eixo de formação e debate, o festival receberá pensadoras e artistas para discutir os impactos do racismo, da transfobia e da criminalização das linguagens populares.

Um dos destaques da programação é a presença da cantora e atriz Vita Pereira (ex-integrante da dupla Irmãs de Pau). Além de ter seu filme “Quando abandonamos a humanidade, o que resta de nós?” exibido na mostra oficial, Vita participará no sábado (05/09) da mesa de debate “Funk é Cultura – Criminalização da Arte Periférica”, ao lado da pesquisadora Renata Prado, de Cristina Quirino e com mediação de Aline Anaya.

A escritora Jenyffer Nascimento mediará no sábado uma caminhada histórico-fotográfica pelas ruas e memórias do Jardim Ibirapuera.

Shows, Maracatu, Samba e Aftermatch Furry Ball

A programação musical ocupará os espaços comunitários com apresentações de variados gêneros e festas populares:

  • Samba e Maracatu: Apresentações do grupo Maracatu Baque Atitude e roda de samba com a Velha Guarda do Bloco do Beco;
  • Reggae e Funk: Noites temáticas sob o comando da cantora Laylah Arruda, DJ NZão, DJ Sthe e apresentações de MCs;
  • Ballroom e Cultura Queer: No domingo de encerramento (06/09), a parceria com as produtoras sAGITO e House of Dengo promoverá a festa Aftermatch Furry Ball, combinando competição de DJs e batalhas da cultura ballroom.
Daniela Ferreira

  • Publicado: 29/08/2026 11:50
  • Alterado: 29/08/2026 11:50
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria