Estações do Metrô de SP passam a emitir carteirinha CIPTEA
Com análise de documentos equipes do Metrô facilitam a emissão da CIPTEA para identificar e assegurar direitos de pessoas com autismo
- Publicado: 21/09/2026 18:13
- Alterado: 21/09/2026 18:13
- Autor: Daniela Ferreira
A partir desta segunda-feira (21), os Centros de Informação à Pessoa com Deficiência (CIPCD) localizados nas estações de metrô Tatuapé, Palmeiras-Barra Funda e Santa Cruz, na capital paulista, passam a realizar o atendimento para a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).
A iniciativa visa ampliar a oferta de serviços nos pontos de grande circulação do transporte público e desburocratizar o acesso das pessoas neurodivergentes e de suas famílias à documentação oficial que garante atendimento prioritário e direitos estabelecidos por lei.

O fluxo de atendimento prestado pelas equipes especializadas dos centros abrange desde a conferência, análise e validação da documentação necessária até o preenchimento dos formulários e o encaminhamento final do processo de emissão do documento.
As unidades contam também com profissionais preparados para esclarecer dúvidas sobre os direitos das pessoas com deficiência e orientar o público sobre os trâmites legais do processo de identificação.
Documentação necessária e serviços integrados nas estações
Para requerer a CIPTEA nos postos do Metrô, o interessado ou seu representante legal deve apresentar documento de identificação com foto do titular e do responsável, CPF, foto digital recente com fundo branco, laudo médico com indicação do CID, assinatura e CRM do profissional, comprovante de residência e exame com tipagem sanguínea. Em casos de menores de 18 anos, o pedido deve ser formalizado obrigatoriamente pelo responsável legal.
A inclusão da emissão da carteira complementa o portfólio de assistência gratuita oferecido nos três Centros de Informação à Pessoa com Deficiência no sistema metroviário de São Paulo.

Entre os serviços disponíveis nas estações estão a manutenção e conserto gratuito de cadeiras de rodas e bengalas, além de salas de acomodação sensorial estruturadas para o acolhimento de pessoas neurodivergentes em momentos de crise, contando com isolamento acústico, iluminação adaptada e poltronas individuais.
A iniciativa consolida a integração entre transporte público, acessibilidade e cidadania, facilitando a rotina de quem circula diariamente pelas linhas metroviárias da Região Metropolitana de São Paulo.