E-commerce de SP fatura R$ 92,9 bilhões em 2025
Levantamento aponta que o faturamento recorde do setor no estado reflete a consolidação do consumo digital e a maturidade do mercado.
- Publicado: 11/08/2026 10:14
- Alterado: 11/08/2026 10:14
- Autor: Thiago Antunes
O E-commerce no estado de São Paulo registrou um faturamento recorde de R$ 92,9 bilhões em 2025, impulsionado principalmente pela venda de livros e smartphones. O montante representa uma alta de 15,4% em relação ao ano anterior, consolidando a região como o principal polo vendedor e consumidor do país. Os dados integram a Radiografia do Comércio Eletrônico de 2026, desenvolvida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O estudo baseia-se em cruzamentos de informações da própria entidade com números oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Livros e celulares responderam juntos por quase 7% das compras online no estado, movimentando um valor próximo a R$ 7 bilhões ao longo do ano.
Estrutura logística favorece o E-commerce paulista
A infraestrutura robusta do estado concentra grande parte dos centros de distribuição e plataformas de tecnologia do país. Empresas paulistas originaram mais da metade (55,8%) de todas as vendas online no Brasil, somando R$ 165 bilhões do faturamento nacional. A logística eficiente permite que R$ 6 em cada R$ 10 em vendas (61,5%) tenham destino em outro estado.
O consumo interno estadual também apresenta força expressiva. Negócios locais ofertaram 68% dos produtos adquiridos pelos próprios moradores de São Paulo. O avanço da digitalização do varejo, impulsionado nos últimos anos, manteve um crescimento sustentável. A procura dos consumidores por lojas virtuais continuou subindo a uma média de 10% por ano após o pico da pandemia.
Descentralização e maturidade nacional
A participação relativa de São Paulo no cenário brasileiro sofreu uma retração recente, reduzindo seu peso na composição do setor. Analistas avaliam esse movimento como um sinal claro de amadurecimento dos demais mercados estaduais. Polos regionais como Minas Gerais (12,8%) e Rio de Janeiro (9,3%), seguidos por Paraná (5,9%) e Bahia (5,3%), ampliaram suas fatias no consumo digital.
A expansão da infraestrutura fora do eixo paulista estimula a concorrência e diversifica as opções de compra. “O volume de investimentos, a ampliação de estruturas e a chegada de mais gente a cada ano faz o setor crescer de forma sustentável”, destacou o relatório técnico da federação. A pesquisa projeta uma expansão contínua da modalidade, dificultando previsões de teto para o segmento.
O comportamento de compra pela internet consolida-se rapidamente entre a população. O levantamento oficial mostrou que 52% dos brasileiros fizeram alguma compra online no ano passado, frente aos 48% registrados em 2022. O planejamento estratégico focado em precificação, comunicação e gestão de estoques definirá os próximos líderes do E-commerce nacional.