Brasil desperdiça 55 milhões de toneladas de alimentos por ano

Uso estratégico de materiais plásticos no agronegócio protege lavouras e reduz perdas milionárias em toda a cadeia produtiva brasileira.

Brasil desperdiça 55 milhões de toneladas de alimentos por ano

Crédito: Divulgação

O desperdício de alimentos atinge a marca de 55 milhões de toneladas anuais no Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume descartado expõe falhas severas nas etapas de cultivo, transporte e armazenamento ao longo de toda a cadeia produtiva nacional.

A produção agrícola busca soluções estruturais diretamente na origem do cultivo para conter essa perda milionária com desperdício de alimentos. A inovação em materiais plásticos direcionados ao agronegócio surge como principal tática para blindar as lavouras contra oscilações climáticas extremas.

Como a plasticultura freia o desperdício de alimentos

Desperdício de alimentos cai com plasticultura no agronegócio
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O uso de polímeros no campo otimiza colheitas e blinda os investimentos do produtor rural. “A plasticultura oferece soluções que protegem as lavouras contra condições climáticas adversas, pragas e doenças, promovendo uso mais eficiente de recursos”, afirma Ana Paiva, líder de Desenvolvimento de Mercado da Braskem.

As barreiras plásticas mantêm a integridade nutricional da colheita muito antes da etapa logística. “As soluções de armazenagem desempenham papel fundamental na redução de perdas ao garantir a conservação alimentar”, complementa a executiva.

Prevenção mecânica nas lavouras de frutas

Na fruticultura, os agricultores empregam filmes com aditivos específicos no ensacamento de cachos de banana. O envoltório isola a fruta do ataque de insetos e impede o escurecimento precoce da casca provocado por quedas bruscas de temperatura.

Os polos produtores de maçã adotam telas antigranizo instaladas diretamente sobre os pomares. A barreira física impede que tempestades destruam safras inteiras e comprometam a produtividade de ciclos seguintes, preservando o capital investido pelo produtor.

Transporte e estocagem em atmosfera controlada

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) aponta taxa global de perda de 13,2% no pós-colheita, estocagem e transporte. Substituir embalagens tradicionais por estruturas de plástico flexível confere maior resistência mecânica e bloqueio eficaz contra umidade.

A aplicação do silo bolsa cria uma atmosfera isolada para as safras. O sistema permite estocar grãos nas próprias fazendas por até 12 meses, sem perda nutricional, combatendo o desperdício de alimentos provocado pela escassez de infraestrutura de armazenagem convencional.

Os contêineres plásticos de superfície interna lisa evitam o apodrecimento e previnem lesões físicas comuns na movimentação de hortaliças. O formato facilita a rápida higienização e diminui drasticamente o descarte por avarias ao longo das estradas.

Cuidados técnicos integrados durante o manejo reduzem os custos operacionais do setor agrícola. Garantir que as cargas cheguem intactas aos centros de distribuição consolida a tecnologia como barreira estrutural contra o desperdício de alimentos do campo à mesa do consumidor.

Thiago Antunes

  • Publicado: 28/10/2026 12:55
  • Alterado: 28/10/2026 12:55
  • Autor: Thiago Antunes