Brasil desperdiça 55 milhões de toneladas de alimentos por ano
Uso estratégico de materiais plásticos no agronegócio protege lavouras e reduz perdas milionárias em toda a cadeia produtiva brasileira.
- Publicado: 28/10/2026 12:55
- Alterado: 28/10/2026 12:55
- Autor: Thiago Antunes
O desperdício de alimentos atinge a marca de 55 milhões de toneladas anuais no Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume descartado expõe falhas severas nas etapas de cultivo, transporte e armazenamento ao longo de toda a cadeia produtiva nacional.
A produção agrícola busca soluções estruturais diretamente na origem do cultivo para conter essa perda milionária com desperdício de alimentos. A inovação em materiais plásticos direcionados ao agronegócio surge como principal tática para blindar as lavouras contra oscilações climáticas extremas.
Como a plasticultura freia o desperdício de alimentos

O uso de polímeros no campo otimiza colheitas e blinda os investimentos do produtor rural. “A plasticultura oferece soluções que protegem as lavouras contra condições climáticas adversas, pragas e doenças, promovendo uso mais eficiente de recursos”, afirma Ana Paiva, líder de Desenvolvimento de Mercado da Braskem.
As barreiras plásticas mantêm a integridade nutricional da colheita muito antes da etapa logística. “As soluções de armazenagem desempenham papel fundamental na redução de perdas ao garantir a conservação alimentar”, complementa a executiva.
Prevenção mecânica nas lavouras de frutas
Na fruticultura, os agricultores empregam filmes com aditivos específicos no ensacamento de cachos de banana. O envoltório isola a fruta do ataque de insetos e impede o escurecimento precoce da casca provocado por quedas bruscas de temperatura.
Os polos produtores de maçã adotam telas antigranizo instaladas diretamente sobre os pomares. A barreira física impede que tempestades destruam safras inteiras e comprometam a produtividade de ciclos seguintes, preservando o capital investido pelo produtor.
Transporte e estocagem em atmosfera controlada
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) aponta taxa global de perda de 13,2% no pós-colheita, estocagem e transporte. Substituir embalagens tradicionais por estruturas de plástico flexível confere maior resistência mecânica e bloqueio eficaz contra umidade.
A aplicação do silo bolsa cria uma atmosfera isolada para as safras. O sistema permite estocar grãos nas próprias fazendas por até 12 meses, sem perda nutricional, combatendo o desperdício de alimentos provocado pela escassez de infraestrutura de armazenagem convencional.
Os contêineres plásticos de superfície interna lisa evitam o apodrecimento e previnem lesões físicas comuns na movimentação de hortaliças. O formato facilita a rápida higienização e diminui drasticamente o descarte por avarias ao longo das estradas.
Cuidados técnicos integrados durante o manejo reduzem os custos operacionais do setor agrícola. Garantir que as cargas cheguem intactas aos centros de distribuição consolida a tecnologia como barreira estrutural contra o desperdício de alimentos do campo à mesa do consumidor.