Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil pode ser prejudicada por boicote da UEFA
Brasil observa com cautela a situação com receio do torneio ser prejudicado
- Publicado: 30/07/2026 15:26
- Alterado: 30/07/2026 15:26
- Autor: Redação
A decisão da UEFA de romper com a FIFA e boicotar competições da entidade pode ter impacto direto na organização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A medida, anunciada nesta quinta-feira (30), coloca em xeque a participação das principais seleções europeias no torneio.
Primeira Copa Feminina na América do Sul
Esta será a primeira vez que a América do Sul recebe uma edição do Mundial feminino. O Brasil, como país-sede, já está classificado e iniciou os preparativos para o evento. O governo federal sancionou lei que autoriza feriados nos dias de jogos da Seleção Brasileira e prevê a adaptação do calendário escolar para o período da competição.
Boicote europeu ameaça torneio
A UEFA oficializou o rompimento com a FIFA após uma reunião de emergência com suas 55 federações filiadas. A entidade europeia decidiu que nenhuma seleção do continente participará de qualquer torneio organizado pela FIFA enquanto estiver em discussão o projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), que prevê a abertura do capital das competições para investidores privados.
O plano da FIFA pode ultrapassar R$ 20 bilhões em venda de participações acionárias. A entidade sustenta que parte dos recursos seria destinada às seleções nacionais, mas a UEFA rejeitou a proposta.
O que está em jogo
Sem as seleções europeias, a Copa do Mundo Feminina de 2027 perderia algumas das principais potências do futebol feminino, como Alemanha, Inglaterra, França, Espanha, Holanda e Suécia — todas candidatas ao título e com grande apelo comercial e midiático.
A ausência dessas equipes comprometeria não apenas o nível técnico do torneio, mas também a visibilidade, a arrecadação com direitos de transmissão e o interesse do público, especialmente em um momento em que o futebol feminino busca consolidação global.