CETESB: crise climática é o maior risco à economia global

CETESB: durante debate na ACSP, companhia ambiental cobra que setor privado e poder público adotem medidas preventivas contra desastres

CETESB: crise climática é o maior risco à economia global

Crédito: Foto: Maíra Pompeu / ACSP

Em um cenário de recorde histórico de precipitação na capital paulista, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) reuniu especialistas nesta quarta-feira (16) para debater os impactos da emergência climática. Durante o encontro do Conselho de Política Urbana e Meio Ambiente (CPMU), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) alertou que os eventos extremos deixaram de ser uma pauta exclusivamente ambiental para se tornarem o principal risco à economia global na próxima década.

O debate ocorreu no mês em que a cidade registrou 253,8 milímetros de chuva em apenas duas semanas, o triplo do esperado para todo o mês de setembro, segundo medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana.

Impacto Econômico e Mudança de Estratégia

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Foto: Maíra Pompeu / ACSP

Segundo a gerente de Sustentabilidade da CETESB, Maria Fernanda Pelizzon Garcia, dados do Fórum Econômico Mundial apontam que os eventos climáticos devem custar cerca de US$ 1,2 trilhão por ano à economia mundial até 2050. A especialista destacou a vulnerabilidade do mercado, ressaltando que menos de um terço desse risco possui cobertura de algum tipo de seguro hoje.

Para mitigar os prejuízos, a recomendação técnica é que as cidades e o setor privado abandonem a postura reativa aos desastres e adotem estratégias preventivas baseadas na predição de dados, e não apenas no histórico pluviométrico.

Adaptação Urbana e Integração de Projetos

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Foto: Maíra Pompeu / ACSP

Como exemplo prático de mitigação em âmbito municipal, a Subprefeitura de Pinheiros apresentou intervenções recentes adotadas na região para melhorar a permeabilidade do solo. As medidas incluem a ampliação do número de parques (de 110 para 124) e a instalação de 24 jardins de chuva ao longo de dez meses.

Paralelamente, a Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (SECLIMA) da Prefeitura de São Paulo informou que está mapeando cerca de 60 planos municipais para integrar as variáveis climáticas ao planejamento urbano da cidade, reforçando a necessidade de atuação conjunta entre o poder público e a iniciativa privada para garantir a sustentabilidade estrutural do município.

Daniela Ferreira

  • Publicado: 16/09/2026 16:31
  • Alterado: 16/09/2026 16:31
  • Autor: Daniela Ferreira