Brasil bate Venezuela e garante vaga no Mundial de 2027
Seleção brasileira teve dificuldades no primeiro set, mas cresceu ao longo da partida e fechou o jogo por 3 a 0
- Publicado: 19/09/2026 12:29
- Alterado: 19/09/2026 12:29
- Autor: Thiago Antunes
O Brasil venceu a Venezuela por 3 sets a 0 neste sábado, pelo Sul-Americano Masculino de Vôlei, e manteve a campanha perfeita na competição. A seleção brasileira teve mais dificuldades no primeiro set, encontrou um jogo mais confortável na segunda parcial e precisou administrar uma reação venezuelana no terceiro para confirmar o triunfo.
Com o resultado, o Brasil garantiu uma vaga no Mundial Masculino de 2027. A seleção ficou entre as três melhores da América do Sul e assegurou a classificação para a competição, que será disputada em cinco cidades da Polônia, no segundo semestre de 2027.
Venezuela começa melhor, mas Brasil reage
A Venezuela aproveitou um início irregular da seleção para assumir a frente do placar. A seleção brasileira teve dificuldades principalmente no saque, que não funcionava como esperado e acumulava erros. Do outro lado, os venezuelanos conseguiam aproveitar as oportunidades e chegaram a abrir 3 a 1.
O cenário começou a mudar a partir da metade da parcial. O Brasil passou a compensar a falta de eficiência no saque com maior presença no bloqueio e ataques mais consistentes, dificultando a construção das jogadas adversárias. A equipe abriu três pontos de vantagem, mas não conseguiu sustentar a diferença.
A Venezuela reagiu rapidamente e voltou a encostar no marcador, levando Bernardinho a pedir tempo. Depois da parada, o Brasil retomou o controle da partida. Darlan apareceu como principal arma ofensiva na reta final, ajudando a seleção a recuperar a liderança e encaminhar a vitória no primeiro set.
A parcial terminou com o Brasil na frente, mas depois de uma disputa muito mais equilibrada do que as anteriores no torneio.
Saque aparece e seleção dispara
O segundo set começou com uma mudança importante no jogo. O saque passou a pressionar a recepção venezuelana, e Darlan marcou os primeiros aces da seleção na partida.
A melhora no fundamento se refletiu rapidamente no placar. Enquanto a seleção crescia, a Venezuela passou a cometer erros em sequência. O Brasil aproveitou o momento e abriu 7 a 1, construindo uma vantagem que não seria mais ameaçada.
Com a recepção venezuelana sob pressão, o Brasil conseguiu trabalhar melhor as jogadas e controlar a parcial. A diferença chegou a 12 pontos, evidenciando o domínio.
A Venezuela não encontrou respostas para interromper a sequência e o Brasil fechou o segundo set com tranquilidade, ficando a apenas uma parcial da vitória.
Venezuela ameaça reação, mas Judson fecha o jogo
A terceira parcial começou mais equilibrada. A Venezuela voltou a encontrar espaços no ataque e conseguiu permanecer próxima do Brasil durante boa parte do set.
Bryan assumiu papel importante no ataque e ajudou a seleção a manter a vantagem. Matheus Pinta também apareceu em momentos importantes, incluindo um ponto de saque e outro de ataque. Adriano e Judson contribuíram para que o Brasil continuasse na frente.
A Venezuela, porém, não desistiu. Luis López, Emerson Rodríguez e Jean Herrera passaram a aparecer mais no ataque e ajudaram a diminuir a diferença. A reação venezuelana chegou a incomodar Bernardinho, que pediu tempo e cobrou uma resposta da equipe.
O Brasil respondeu na sequência e voltou a abrir vantagem. Bryan marcou no ataque, enquanto Lukas Bergmann anotou dois pontos consecutivos para deixar a seleção em situação confortável na reta final.
Com o placar em 23 a 18, o Brasil ficou muito próximo da vitória. A Venezuela ainda tentou prolongar a disputa, mas Bryan marcou novamente e deixou a equipe a um ponto do triunfo.
No match point, a definição veio pelo saque. Judson acertou um ace e encerrou a partida, garantindo o 25 a 19 no terceiro set.
Com o 3 a 0, a seleção manteve a invencibilidade no Sul-Americano e segue na briga pelo título continental e pela classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.