Alex Manente defende apoio para mães atípicas

O deputado Alex Manente defende a expansão de redes de apoio e políticas públicas estruturadas direcionadas às mães atípicas

Alex Manente defende apoio para mães atípicas

Crédito: Divulgação

Em reunião realizada na quarta-feira (9), em Birigui, o deputado federal Alex Manente recebeu o depoimento de Elaine, mãe de um jovem de 22 anos, sobre o impacto direto da legislação voltada à causa. O episódio reforçou a necessidade urgente de estruturar políticas públicas direcionadas não apenas aos diagnósticos, mas prioritariamente ao suporte contínuo focado nas mães atípicas.

“Meu nome é Elaine e eu sou mãe atípica. Eu tenho um filho de 22 anos e a gente faz uso da lei que você criou. Então, você tem o nosso apoio aqui para a minha família”, declarou a moradora ao agradecer a atuação do parlamentar.

A busca por diagnósticos assertivos, o acesso a terapias multidisciplinares e a garantia de acompanhamento escolar adequado sobrecarregam majoritariamente a rotina feminina. Sem a presença de uma rede estatal eficiente, mães de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e dislexia enfrentam elevados níveis de desgaste físico, financeiro e emocional. Diante desse cenário, Alex Manente vem sustentando a tese de que o suporte familiar deve integrar a espinha dorsal da legislação social.

Projeto propõe Política Nacional de Atenção aos Transtornos

Como resposta legislativa a essa demanda, o deputado Alex Manente é autor do Projeto de Lei 4.225/2023. A proposta cria a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento. Um dos pontos centrais da medida articulada por Alex Manente prevê o reconhecimento formal do TDAH e da dislexia como deficiências, mediante a realização de avaliação biopsicossocial.

Para o parlamentar, o amparo institucional precisa ir além do atendimento individualizado do paciente e alcançar diretamente quem exerce a função de cuidador principal.

“A mãe atípica não pode ser vista apenas como responsável pelo cuidado. Ela também precisa ser acolhida, orientada e ter acesso a uma rede de apoio. Diagnóstico precoce, acompanhamento multidisciplinar e políticas públicas estruturadas são fundamentais para reduzir a sobrecarga das famílias e garantir mais qualidade de vida”, destacou Alex Manente.

Articulação entre saúde, educação e suporte social

A consolidação de direitos para a comunidade neurodivergente exige integração entre diferentes setores do poder público. A agenda parlamentar liderada por Alex Manente busca aproximar os serviços de saúde e educação para assegurar triagens precoces e intervenções especializadas no ambiente escolar.

A ampliação desse amparo visa descentralizar a responsabilidade do cuidado. Ao transferir parte dessa carga para o Estado, Alex Manente argumenta que é possível construir um ecossistema sustentável para que mães atípicas e seus filhos tenham acesso pleno à cidadania e aos direitos fundamentais.

Gabriel de Jesus

  • Publicado: 10/09/2026 18:58
  • Alterado: 10/09/2026 18:58
  • Autor: Gabriel de Jesus