Ação coleta DNA para achar pessoas desaparecidas

Mutirão coleta DNA de parentes para auxiliar na busca por pessoas desaparecidas. Iniciativa é gratuita e acontece até 28 de agosto

Ação coleta DNA para achar pessoas desaparecidas

Crédito: Reprodução/Unsplash

Teve início nesta segunda-feira (24) a 4ª edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares. Com 342 postos de atendimento distribuídos por diversas regiões do Brasil, a força-tarefa tem como objetivo principal cruzar dados genéticos para identificar e localizar pessoas desaparecidas em todo o território nacional.

O procedimento, que se estende até o dia 28 de agosto, é totalmente gratuito. A mobilização ocorre de forma estratégica no mês que marca o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado, reforçando o compromisso das autoridades em dar respostas a milhares de famílias de pessoas desaparecidas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) também disponibiliza um posto de atendimento em seu edifício-sede, no Palácio da Justiça, em Brasília (DF).

“A iniciativa é mais um recurso para a identificação e localização, e pode ajudar a trazer respostas para as famílias. Os familiares podem doar amostras a qualquer momento”, reforça a orientação oficial da força-tarefa.

Como ajudar na busca por pessoas desaparecidas

Para garantir a eficácia do cruzamento de dados, a doação do material genético deve ser feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau. A ordem de prioridade estabelecida pelos peritos é:

  • Pai e mãe biológicos;
  • Filhos biológicos e o outro genitor;
  • Irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe).

Quem já realizou a doação de DNA em campanhas anteriores não precisa repetir o processo, pois o perfil genético já consta nos bancos de dados oficiais para a busca de pessoas desaparecidas.

Documentação e objetos exigidos

O protocolo para a identificação de pessoas desaparecidas exige o registro formal do sumiço. No momento da coleta, o familiar deve apresentar:

  • Documento de identificação oficial com foto;
  • Informações exatas do Boletim de Ocorrência (número, estado de registro e delegacia). É recomendável, embora não obrigatório, levar uma cópia impressa do documento.

Caso a família ainda não tenha registrado o caso, a orientação é procurar a delegacia mais próxima antes de realizar a coleta do DNA. Para auxiliar ainda mais os peritos, os parentes podem levar objetos de uso pessoal de quem sumiu, como escova de dentes, aparelho de barbear, dentes de leite ou cordão umbilical.

Flexibilidade no atendimento às famílias

O sistema foi desenhado para facilitar o acesso. A doação de DNA para a investigação de pessoas desaparecidas não tem limite de tempo e independe de há quantos anos ocorreu o fato.

Além disso, o familiar não precisa estar na mesma cidade onde o sumiço foi registrado. A coleta pode ser feita em qualquer um dos 342 postos disponíveis. Basta comunicar a situação aos profissionais de saúde e segurança no local. Se o parente tiver dificuldades de locomoção, a recomendação é ligar para o posto mais próximo para viabilizar o procedimento.

Investigação internacional e resultados

O escopo da operação também abrange casos complexos. Nos episódios de pessoas desaparecidas no exterior, o perfil genético coletado no Brasil pode ser utilizado para buscas em bancos de DNA internacionais, ampliando as chances de localização.

Se houver uma correspondência positiva (o chamado match genético) e a pessoa for identificada, a perícia elaborará um laudo oficial. Este documento será encaminhado diretamente à delegacia responsável pelo inquérito. A partir desse momento, a equipe policial entrará em contato com a família para informar o desfecho e orientar sobre os trâmites legais seguintes.

  • Publicado: 24/08/2026 15:46
  • Alterado: 24/08/2026 15:46
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: MJSP