Déficit do INSS pode mais que dobrar até 2060, alerta TCU
O presidente do TCU destaca a queda no número de contribuintes e a necessidade de medidas rigorosas para evitar o colapso financeiro do sistema previdenciário
- Data: 24/02/2025 11:02
- Alterado: 24/02/2025 11:02
- Autor: Redação
- Fonte: TCU
Um estudo recente do governo brasileiro indica que o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode mais que dobrar até 2060 e quadruplicar até o final do século XXI. O alerta foi dado pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, que classificou a situação como uma “bomba que não vai parar de explodir”.
Em entrevista à TV Globo, o ministro Vital do Rêgo enfatizou a drástica redução no número de contribuintes em relação ao número de beneficiários nos últimos dez anos. “Quando ingressei no TCU, havia cinco contribuintes para cada beneficiário. Hoje esse número caiu para apenas 1,7”, destacou, apontando que essa alteração torna o sistema previdenciário insustentável a longo prazo.
No ano de 2024, o governo gastou aproximadamente R$ 960 bilhões com benefícios previdenciários, e as projeções para 2025 indicam que esse valor deve ultrapassar a marca histórica de R$ 1 trilhão. Esses números colocam a despesa previdenciária como a maior despesa primária do governo federal.
Medidas contra fraudes e reclassificação de despesas
Para mitigar o crescimento contínuo do déficit previdenciário, Vital do Rêgo sugere a implementação de medidas rigorosas contra fraudes no sistema. Em 2023, o governo já havia iniciado uma revisão minuciosa de cerca de 800 mil benefícios temporários, com o objetivo de eliminar pagamentos indevidos. O ministro também propôs a reclassificação de algumas despesas, incluindo aquelas relacionadas ao sistema militar e à previdência rural.
A situação atual do INSS é considerada alarmante por especialistas e requer ações imediatas para evitar um colapso financeiro futuro.