Segundo dia do Rock in Rio é marcado por rock pesado e mosh pits
Segundo dia do festival carioca destaca peso do metal com apresentações imersivas no Palco Mundo e despedida emocionante do Sepultura.
- Publicado: 06/09/2026 08:20
- Alterado: 06/09/2026 08:20
- Autor: Thiago Antunes
O Rock in Rio reuniu uma multidão neste sábado (5) para o segundo dia de programação dedicado ao heavy metal e vertentes pesadas. O Palco Mundo sediou apresentações de grupos consagrados como Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon, marcadas por intensa movimentação do público e uso de projeções visuais interativas.
As atividades do palco principal começaram em tom de despedida. A banda brasileira Sepultura realizou seu penúltimo show da carreira, revisitando exclusivamente o repertório da fase do vocalista Derrick Green, que comandou os fãs em clássicos do metal nacional.
Fãs que garantiram lugar na grade aprovaram a escalação dos artistas. “A energia de estar no festival é surreal, faz você viver o aqui e agora e esquecer o que está lá fora”, relatou Luíza Batista, professora de 32 anos.
Avenged Sevenfold encerra noite principal do Rock in Rio
O fechamento da estrutura principal ficou sob responsabilidade do Avenged Sevenfold. O grupo norte-americano apostou em projeções 3D no painel de LED gigante e entregou um repertório baseado nos riffs tradicionais que consolidaram a banda mundialmente.
Pouco antes, o Bring Me The Horizon fez sua estreia nos palcos do evento. O vocalista Oli Sykes conduziu uma plateia sintonizada, amparado por efeitos visuais potentes e referências diretas à cultura dos videogames em músicas voltadas ao público jovem.
O músico Machine Gun Kelly também registrou sua passagem no Rock in Rio com uma performance ancorada em pirotecnia. O artista tocou sucessos do álbum de estreia e interagiu diretamente com os fãs brasileiros no gramado da arena.
Palco Sunset promove encontros e ritmos alternativos
A estrutura secundária do Rock In Rio focou em parcerias inéditas no cenário nacional. Black Pantera e Nervosa tocaram juntos com duas baterias montadas simultaneamente. A vocalista Prika Amaral estimulou a criação de uma roda punk formada exclusivamente por mulheres durante a execução das faixas.
A cantora Poppy levou uma mistura de pop experimental e metal industrial vestindo as cores da bandeira do Brasil. O encerramento do espaço ocorreu com a banda Bad Omens, que fundiu guitarras pesadas à música eletrônica em um espetáculo focado na atmosfera das canções.
Sustentabilidade e multiplicidade de palcos
A noite carioca contou com um espetáculo de drones com cores e formas no céu para marcar o Dia da Amazônia. A iniciativa dialoga com a promessa da organização de plantar 15 mil mudas e 1 milhão de sementes na região Norte do país por meio da parceira AXIA Energia.
Os palcos periféricos garantiram o fluxo contínuo do evento pela madrugada afora. A banda de thrash metal Korzus liderou o Global Village, enquanto DJs de destaque dominaram o New Dance Order. A operação integrada dos espaços reforça a estrutura do Rock in Rio para as próximas datas da edição de 2026.