Vivaleite atende famílias vulneráveis no estado de SP
Vivaleite garante 15 litros de leite por mês a cada beneficiário e atende crianças e idosos de baixa renda em situação de vulnerabilidade social
- Publicado: 25/08/2026 11:22
- Alterado: 25/08/2026 11:22
- Autor: Daniela Penatti
Famílias em situação de vulnerabilidade social podem participar do Projeto Vivaleite, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo voltada à suplementação nutricional de crianças na primeira infância e de pessoas idosas em condição de insegurança alimentar.
Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), cada beneficiário inscrito recebe mensalmente 15 litros de leite fluido, pasteurizado, fortificado e integral. Crianças residentes em todos os municípios paulistas podem participar, desde que atendam aos critérios estabelecidos. Já o atendimento destinado à população idosa ocorre atualmente apenas na capital e na região metropolitana de São Paulo.
O objetivo é oferecer um complemento alimentar seguro e de alto valor nutritivo, enriquecido com Ferro e Vitaminas A e D, para crianças e idosos de baixa renda que vivem em situação de vulnerabilidade social.
“O Vivaleite é uma política pública permanente de segurança alimentar e de proteção social, que atua diretamente no enfrentamento à fome e na promoção do desenvolvimento saudável na primeira infância. Além de atender a quem mais precisa, o Vivaleite amplia a proteção às famílias em situação de vulnerabilidade e fortalece a atuação do Estado na garantia de direitos”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Andrezza Rosalém.
Presente em todo o estado, o programa atende mensalmente mais de 270 mil beneficiários. Entre janeiro e julho de 2026, foram distribuídos mais de 28,4 milhões de litros de leite, com investimento superior a R$ 158,5 milhões.
Quem pode participar do Vivaleite
Podem se cadastrar famílias com crianças de seis meses a seis anos de idade residentes em qualquer município do estado de São Paulo e que tenham renda familiar de até dois salários mínimos.
Também estão aptas famílias da capital e da região metropolitana que tenham pessoas idosas, com 60 anos ou mais, desde que a renda familiar seja de até um salário mínimo.
As informações são verificadas no momento do cadastro, mediante consulta à base de dados do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). O procedimento busca garantir que o atendimento seja direcionado às pessoas que realmente precisam do benefício.
Inclusão de uma segunda criança
Em setembro de 2025, o projeto passou a permitir a inclusão de uma segunda criança que também atenda aos critérios. Com a mudança, famílias com duas crianças entre seis meses e seis anos de idade podem receber 30 litros de leite por mês.
Como funciona a distribuição do leite
A atualização cadastral, a gestão do público beneficiário e o monitoramento das entregas são realizados por meio de uma parceria entre o Estado, os municípios e entidades sociais voluntárias. A atuação conjunta busca garantir a regularidade da distribuição às pessoas cadastradas.
Para o coordenador do projeto, Marco Antonio Brabo, a iniciativa é uma política pública consolidada no enfrentamento à fome e assegura um alimento essencial para milhares de famílias paulistas.
“Com essa política pública, reforçamos o compromisso do Governo de São Paulo com a segurança alimentar e com o desenvolvimento saudável de crianças e idosos em situação de vulnerabilidade”, destaca.
Os municípios do interior, do litoral e da região metropolitana são responsáveis pelo cadastro, acompanhamento e entrega dos litros destinados ao público inscrito. Eles também organizam os pontos de distribuição e verificam o cumprimento dos critérios de elegibilidade.
A parceria é estabelecida por meio de termos de convênio com a SEDS e contribui para a descentralização das ações, facilitando o atendimento direto às famílias.
As entidades sociais voluntárias também participam da execução da política pública. Em sua maioria, estão localizadas em regiões extremas do território e reforçam a atuação do Governo do Estado nas áreas onde a população mais necessita.
Como se cadastrar no projeto
Para fazer a inscrição, o interessado deve procurar o CRAS mais próximo de sua residência e apresentar um documento pessoal, como CPF ou RG. No local, é possível atualizar os dados ou realizar a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), requisito necessário para ter acesso potencial aos programas socioassistenciais, incluindo o projeto.
É importante verificar previamente com o CRAS do município quais documentos são exigidos, pois algumas cidades podem solicitar também documentos da criança, como certidão de nascimento e carteira de vacinação.
Depois dessa etapa, o cidadão deve procurar a prefeitura ou uma entidade social parceira responsável pela distribuição do leite às famílias. A localização do ponto mais próximo pode ser consultada pelo mapa geolocalizador.
No interior, no litoral e na região metropolitana, existem 3.850 pontos de entrega administrados pelas prefeituras. Na capital paulista e no município de Santo André, são 785 entidades sociais voluntárias responsáveis pela distribuição do produto.
A iniciativa mantém uma rede de atendimento voltada à segurança alimentar e ao suporte nutricional de crianças e idosos em situação de vulnerabilidade em diferentes regiões do Estado.