Vicentina de 65 anos relata luta contra câncer de útero
Aos 65 anos, moradora de São Vicente trata câncer de útero na rede pública e faz alerta sobre a importância dos exames preventivos de rotina
- Publicado: 23/10/2026 13:49
- Alterado: 23/10/2026 13:49
- Autor: Daniela Ferreira
Aos 65 anos, a moradora do município de São Vicente, Mônica Coelho, relata o impacto do diagnóstico precoce no tratamento do câncer de colo do útero e reforça o alerta para a realização de exames preventivos de rotina. Após identificar um sangramento atípico, a paciente buscou atendimento na Unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF) Bitaru, dando início à investigação na rede pública de saúde.
O caso reacende o debate sobre o autocuidado feminino e a busca por assistência médica aos primeiros sinais de alteração no organismo.
Diagnóstico, exames e encaminhamento na rede pública
Após o acolhimento inicial na ESF Bitaru, a moradora foi direcionada ao Centro de Apoio e Diagnóstico (CAD) de São Vicente para exames de ultrassonografia e confirmação do quadro clínico. Com o diagnóstico estabelecido, Mônica foi encaminhada para a Santa Casa de Santos, onde realizou sessões de braquiterapia, modalidade de radioterapia interna aplicada nas proximidades do tumor.
A reavaliação médica apontou evolução positiva na fase inicial do tratamento. O acompanhamento segue de forma contínua com suporte compartilhado entre a unidade básica municipal de São Vicente e o hospital de referência regional.
“A gente fica apreensiva, mas, quando recebe uma notícia boa dessas, renova todas as forças. É a confirmação de que ter fé e encarar tudo com tranquilidade faz a diferença. Ainda temos um caminho a ser percorrido, mas é um bom primeiro passo”, ressalta Mônica Coelho.
Alerta para a importância dos exames preventivos

A paciente chama a atenção para o hábito de muitas mulheres priorizarem o cuidado com a família em detrimento do acompanhamento da própria saúde. O papanicolau e as consultas ginecológicas de rotina seguem como as principais ferramentas para a identificação precoce do câncer de colo do útero na rede pública de atenção primária.
“Eu diria para nós, mulheres, olharmos mais para nós mesmas, porque a gente vai se anulando e deixando para depois. Só que não existe o depois, existe o momento atual. Então, vão, façam seus exames”, aconselha a moradora vicentina.