Vereador pede inquérito contra estudantes por atos na USP

A notícia-crime enviada ao Ministério Público pede a punição de universitários por tentativa de homicídio e depredação na USP

Crédito: Divulgação

O vereador da capital paulista Adrilles Jorge (União Brasil) protocolou uma notícia-crime junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitando a abertura de um inquérito para investigar os atos de violência ocorridos na Universidade de São Paulo (USP) no último dia 8 de junho. A representação pede a responsabilização de universitários por diversos delitos, incluindo a tipificação de tentativa de homicídio contra os servidores e agentes de segurança da instituição.

O caso ocorreu no campus do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, quando um grupo de estudantes encapuzados invadiu o prédio da administração central da universidade logo após o encerramento de uma greve estudantil que já durava cerca de 60 dias. A desocupação do edifício exigiu a intervenção da Polícia Militar (PM).

Crimes Apontados na Representação

USP
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O documento apresentado pelo parlamentar elenca uma série de infrações penais cometidas durante o tumulto e a depredação do espaço universitário. Entre as principais acusações enviadas à Promotoria constam:

  • Tentativa de Homicídio: Baseada no lançamento de um rojão (artefato explosivo) em direção aos policiais e seguranças patrimoniais que tentavam conter os manifestantes;
  • Dano Qualificado e Lesão Corporal: Referente à destruição do patrimônio público da universidade e às agressões físicas desferidas contra servidores;
  • Associação Criminosa: Pela suspeita de que os estudantes agiram de forma previamente organizada e munidos de objetos destinados a provocar danos e ferimentos.

Se a denúncia for formalmente acolhida pelo Ministério Público e os envolvidos forem identificados, processados e condenados, especialmente pelo crime de tentativa de homicídio com dolo, as penas individuais podem ultrapassar os 10 anos de reclusão.

Histórico de Tensões

Adrilles Jorge USP
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O vereador ressaltou que a violência nos campi não pode ser tolerada sob a justificativa de livre manifestação. Adrilles Jorge relembrou que o cenário de radicalização de movimentos estudantis na capital paulista vem se acentuando nos últimos meses, citando um episódio anterior no qual ele próprio foi agredido com chutes e socos por militantes que defendiam a continuidade da greve geral nas faculdades.

O Ministério Público deverá analisar os termos da notícia-crime e as provas anexadas para decidir se requisita a abertura de um inquérito policial ou se arquiva o pedido.

  • Publicado: 20/06/2026 09:23
  • Alterado: 20/06/2026 09:23
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria