Verde e amarelo ganham espaço na Parada LGBT+ de SP
Participantes da 30ª Parada LGBT+ de São Paulo adotam as cores da bandeira brasileira em manifestações ligadas à política e à proximidade da Copa do Mundo
- Publicado: 07/06/2026 18:24
- Alterado: 07/06/2026 18:24
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
A 30ª Parada LGBT+ de São Paulo, realizada neste domingo (7), foi marcada não apenas pela tradicional diversidade de cores e expressões culturais, mas também pela presença expressiva do verde e amarelo entre os participantes. As cores da bandeira brasileira apareceram em roupas, acessórios e fantasias ao longo da Avenida Paulista e da Rua da Consolação.
O uso das cores nacionais ocorreu de forma espontânea e teve diferentes significados para quem participou do evento. Para alguns, a escolha representou uma manifestação política em defesa da pluralidade do país e uma reação à associação da bandeira brasileira a grupos ideológicos específicos. Para outros, a motivação esteve relacionada à proximidade da Copa do Mundo de 2026 e ao apoio à Seleção Brasileira.
Participantes defendem ressignificação da bandeira
Entre os presentes, muitos destacaram a importância de reforçar que os símbolos nacionais pertencem a toda a população brasileira, independentemente de posicionamentos políticos.
O promotor de eventos Thauan Libarino afirmou que decidiu participar da manifestação vestindo verde e amarelo como forma de reafirmar seu sentimento de pertencimento ao país. Segundo ele, a Parada é um espaço de celebração da identidade e do orgulho individual, o que também inclui a valorização da cultura brasileira.
A presença das cores nacionais já havia sido observada em edições anteriores do evento, quando grupos participantes também utilizaram a bandeira como símbolo de inclusão e diversidade.
Copa do Mundo influencia escolha dos participantes
Além do aspecto político, o clima de Copa do Mundo também contribuiu para a adesão ao verde e amarelo. Com a estreia da Seleção Brasileira marcada para a próxima semana, muitos participantes aproveitaram a Parada para demonstrar apoio ao time nacional.
O estudante Kelven Lucas, de 21 anos, relatou que escolheu vestir as cores do Brasil em razão da competição internacional. Para ele, a ocasião foi uma oportunidade de expressar o carinho pela seleção e pelo país.
A expectativa em torno do torneio ajudou a criar uma atmosfera de celebração esportiva em meio às manifestações culturais e políticas que tradicionalmente fazem parte da Parada LGBT+ paulistana.
Evento reforça debate político em ano eleitoral
Com o tema “A Rua Convoca, a Urna Confirma”, a edição de 2026 também teve forte tom político. Discursos realizados durante a abertura abordaram temas como direitos da população LGBTQIA+, participação eleitoral e combate à discriminação.
O trio elétrico principal reuniu lideranças políticas alinhadas a pautas progressistas, incluindo parlamentares que defenderam a ampliação de políticas públicas voltadas à comunidade LGBTQIA+.
Além dos debates políticos, representantes do movimento também chamaram atenção para a redução de patrocinadores em comparação com anos anteriores e destacaram a importância da mobilização social para a manutenção do evento.
Shows e trios elétricos animam o público
A programação contou com 14 trios elétricos, quatro a menos que na edição passada. O desfile começou pela manhã na Avenida Paulista e seguiu em direção à Rua da Consolação, reunindo milhares de participantes.
Entre as atrações musicais estiveram as cantoras e artistas Pabllo Vittar, Gloria Groove, Thiago Pantaleão e Melody, que participaram da celebração ao longo do percurso.
Considerada uma das maiores manifestações LGBTQIA+ do mundo, a Parada de São Paulo voltou a reunir pautas de cidadania, cultura, representatividade e participação política, em uma edição marcada pela presença das cores nacionais e pelo clima de expectativa para a Copa do Mundo.