Taxa de analfabetismo cai em São Paulo e chega a 1,9% 

Com foco na redução do analfabetismo, país atinge marca histórica de 4,9% e lança ferramentas virtuais para cadastrar alunos da EJA

Taxa de analfabetismo cai em São Paulo e chega a 1,9% 

Crédito: Wanderley Pessoa/MEC

A taxa de analfabetismo em São Paulo caiu de 2,2% em 2024 para 1,9% em 2025 entre a população de 15 anos ou mais. O resultado faz parte dos dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgados pelo Ministério da Educação (MEC).

A queda paulista acompanha uma redução registrada em todo o país. Em 2025, o analfabetismo no Brasil chegou a 4,9% da população com 15 anos ou mais, o menor percentual da série histórica da Pnad-C. O índice corresponde a aproximadamente 8,4 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever.

Analfabetismo em São Paulo fica abaixo da média nacional

Com a taxa de 1,9%, São Paulo permanece entre os estados brasileiros com os menores índices de analfabetismo.

O resultado significa que aproximadamente duas em cada 100 pessoas com 15 anos ou mais no Estado estavam na condição considerada pela pesquisa em 2025. A redução em relação ao ano anterior reforça uma trajetória de queda observada nas últimas décadas.

O indicador considera como analfabeta a pessoa que não sabe ler e escrever um bilhete simples no idioma que conhece.

O desempenho de São Paulo ocorre no contexto de uma melhora nacional. A taxa brasileira caiu para 4,9% em 2025, ante 10,6% em 2016, primeiro ano da série atual da Pnad Educação.

Apesar do avanço, o país ainda não alcançou a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) de erradicar o analfabetismo até 2024. O problema permanece concentrado principalmente entre a população mais velha.

Políticas públicas buscam reduzir o analfabetismo

O Ministério da Educação (MEC) relaciona a redução do analfabetismo à expansão de políticas voltadas à alfabetização e à educação de jovens e adultos.

Entre as iniciativas está o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA), criado para ampliar a oferta educacional e elevar a escolaridade da população com 15 anos ou mais.

Outra frente é o Programa Brasil Alfabetizado, voltado à alfabetização de jovens, adultos e idosos que não tiveram oportunidade de estudar na idade adequada. O programa conta com a participação de estados, municípios e Distrito Federal.

Cadastro facilita retomada dos estudos

Entre as estratégias do Pacto EJA está o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma criada para facilitar que pessoas que não concluíram a educação básica encontrem oportunidades para retomar os estudos.

Pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental ou aquelas com 18 anos ou mais interessadas em concluir o Ensino Médio podem manifestar interesse na plataforma.

A proposta é aproximar a demanda existente da oferta de vagas nas redes de ensino e ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Analfabetismo ainda é maior entre idosos

Embora a taxa tenha caído em São Paulo e no país, o analfabetismo continua apresentando forte relação com a idade.

Dados oficiais e estudos sobre educação mostram que a população com 60 anos ou mais concentra os maiores índices. Isso ocorre porque gerações mais antigas tiveram menor acesso à escolarização formal durante a infância e juventude.

A concentração do problema entre pessoas mais velhas torna a ampliação das políticas de EJA uma das estratégias utilizadas pelo poder público para reduzir os índices e permitir que adultos e idosos tenham acesso à alfabetização.

Estado ainda enfrenta desafio no analfabetismo funcional

Além do analfabetismo absoluto, São Paulo também enfrenta o desafio do analfabetismo funcional, que envolve dificuldades para utilizar a leitura e a escrita de maneira adequada em situações cotidianas.

Gabriel de Jesus

  • Publicado: 10/09/2026 23:04
  • Alterado: 10/09/2026 23:04
  • Autor: Gabriel de Jesus