Tabela SUS Paulista aumenta oferta de exames contra o câncer em SP
Repasses estaduais bilionários elevam a realização de tomografias e ressonâncias, acelerando diagnósticos na rede pública de saúde.
- Publicado: 02/07/2026 08:15
- Alterado: 02/07/2026 08:15
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: SES-SP
O Governo de São Paulo registrou um salto de 50% na oferta de tomografias e ressonâncias magnéticas na rede pública entre 2022 e 2025. O avanço nas estatísticas é reflexo direto da Tabela SUS Paulista, que repassou R$ 10,5 bilhões para complementar os valores federais defasados.
O sistema de saúde estadual realizou 1,1 milhão de tomografias e 220 mil ressonâncias a mais neste período. Os exames saltaram de 2.408.179 para 3.603.418 e de 480.168 para 700.452, respectivamente. A investigação especializada rápida altera diretamente o prognóstico médico dos pacientes.
Impacto da Tabela SUS Paulista no tratamento oncológico
A agilidade no diagnóstico de imagem afeta positivamente o início de tratamentos complexos, especialmente o câncer. As sessões de quimioterapia e radioterapia cresceram mais de 25% nos últimos três anos.
“A Tabela SUS Paulista enfrenta um problema histórico do sistema público, que é a defasagem da tabela federal em procedimentos de maior complexidade”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.
Hospitais filantrópicos e unidades conveniadas conseguem equilibrar as contas e expandir o atendimento clínico com o novo repasse. O programa paulista aumentou em 50% a remuneração base de diversos procedimentos médicos estratégicos.
Novos valores dos procedimentos médicos
A aplicação prática da Tabela SUS Paulista altera significativamente o orçamento hospitalar. O exame de PET-CT, essencial para acompanhar tumores, recebe R$ 2.107,22 do governo federal. A cota estadual eleva esse montante final para R$ 3.160,83.
Outros exames de rotina também receberam reajustes expressivos nas unidades de atendimento. A tomografia de tórax passou de R$ 136,41 para R$ 204,61. As ressonâncias de pescoço e tórax subiram de R$ 268,75 para R$ 403,12.
Cerca de 800 instituições de saúde paulistas recebem esse complemento financeiro para custear operações estruturais e diminuir as filas regionais de espera.
Crescimento das cirurgias contra o câncer
A injeção de recursos nos centros médicos reflete no volume de intervenções cirúrgicas no estado. O registro de operações oncológicas apresentou uma alta de 43% na comparação entre os anos avaliados.
Os reajustes orçamentários destinaram recursos 184% maiores para cirurgias contra o câncer e 269% superiores para o atendimento clínico. A manutenção contínua desses repasses financeiros pela Tabela SUS Paulista assegura a capacidade operacional dos hospitais e a ampliação do suporte diário aos pacientes crônicos.