Sudeste soma 31,89 milhões de consumidores negativados
Sudeste reúne 31,89 milhões de negativados e registra alta nas dívidas de consumidores e empresas em setembro, aponta levantamento do SPC Brasil.
- Publicado: 16/10/2026 17:06
- Alterado: 16/10/2026 17:06
- Autor: Carlos Enriki
O Sudeste concentrava 31,89 milhões de consumidores negativados em setembro de 2026, o equivalente a 44,36% da população adulta da região, segundo estimativa do SPC Brasil. Apesar de registrar o maior número absoluto de inadimplentes entre as cinco regiões brasileiras, o Sudeste apresentou crescimento anual abaixo da média nacional.
Na comparação com setembro de 2025, o número de consumidores com contas em atraso aumentou 5,60%, enquanto a média brasileira foi de 6,97%. Entre agosto e setembro deste ano, porém, o indicador regional avançou 2,21%.
O volume de dívidas de consumidores em atraso também cresceu. Em 12 meses, a alta foi de 12,62%, abaixo da média nacional de 13,62%. Já na comparação mensal, o aumento chegou a 3,35%, superando os 3,07% registrados no país.
Inadimplência empresarial avança no Sudeste
Entre as empresas, o número de negócios inadimplentes na região aumentou 11,53% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado ficou abaixo da média nacional, de 13,24%.
Na comparação com agosto, a quantidade de empresas inadimplentes cresceu 0,66%.

As dívidas empresariais em atraso também apresentaram alta. O avanço foi de 13,36% em 12 meses, ante 15,35% na média brasileira. Na passagem de agosto para setembro, o indicador aumentou 0,67%.
Os números apontam crescimento da inadimplência empresarial tanto na quantidade de empresas negativadas quanto no total de dívidas em atraso, embora em ritmo inferior ao observado nacionalmente.
Indicadores mostram avanço mensal das dívidas dos negativados
Os dados do SPC Brasil mostram um cenário com diferenças entre as variações mensais e anuais. No acumulado de 12 meses, os indicadores regionais de inadimplência de consumidores e empresas ficaram abaixo das médias brasileiras.
Por outro lado, na comparação entre agosto e setembro, o crescimento do número de consumidores inadimplentes e das dívidas de pessoas físicas superou os índices nacionais. O comportamento dos indicadores ajuda a dimensionar a evolução do crédito na região, que reúne o maior contingente absoluto de consumidores negativados do país.