SPCD mostra repertório em última apresentação de 2023

Quatro obras da Companhia sobem ao palco da Fábrica de Cultura Itaim Paulista em sessão gratuita

SPCD mostra repertório em última apresentação de 2023

Crédito: Iari Davies

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) – corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa – realiza a última apresentação de 2023 na Fábrica de Cultura Itaim Paulista no dia 30 de novembro, quinta-feira, às 14h. A sessão gratuita traz ao palco obras clássicas e contemporâneas que revelam a diversidade do repertório da Companhia e celebram os 15 anos de história, recém-completados. 

Obras clássicas e modernas

As coreografias Sal, A Morte do Cisne, Grand Pas de Deux de Dom Quixote e Veias Abertas integram o repertório da São Paulo Companhia de Dança para as apresentações na Fábrica de Cultura Itaim Paulista. 

Sal, de Lucas Valente, que foi bailarino da SPCD, é baseado em duas facetas essenciais do sal, a física e a energética, e explora movimentos que capturam sua textura, sua natureza áspera, seca e afiada, buscando uma sensação de intensidade e vigor. A obra explora a riqueza de significados e ideias associadas ao sal na cultura brasileira, que se expressam desde os rituais de banhos de sal grosso, presentes em diversas tradições espirituais, até as manifestações culturais, como o maracatu de baque solto, que utilizam o sal como parte de sua dança em gesto de oferenda e conexão com a terra também estão presentes na coreografia. Esse elemento ritualístico rege a peça, que busca compartilhar uma experiência sensorial, combinando uma narrativa física e uma narrativa conceitual à poderosa energia do sal e à rica diversidade cultural do Brasil. 

O balé A Morte do Cisne criado em 1907 por Michel Fokine para Anna Pavlova é um solo emocionante, que dialoga com as sonoridades da harpa e do violoncelo, inspirado no poema de Alfred Tennyson (1809-1892) e nos movimentos dos cisnes em seus últimos instantes de vida. Esse solo é interpretado por grandes estrelas da dança e ganha novos acentos e dinâmicas no corpo das bailarinas da São Paulo Companhia de Dança com coreografia de Lars Van Cauwenbergh. 

Com remontagem de Duda Braz, a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910), o Grand Pas de Deux de Dom Quixote retrata o momento do casamento de Kitri e Basílio, personagens principais dessa obra. Coreografado por Marius Petipa, o balé Dom Quixote é baseado num capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, que narra as aventuras do barbeiro Basílio e seu amor por Kitri, a filha do taberneiro. 

Inspirado livremente na obra literária “As veias Abertas da América Latina”, do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015), e embalado pelas canções da cantora argentina Mercedes Sosa (1935-2009), Veias Abertas, de Poliane Fogaça, propõe o encontro desses dois grandes artistas que em comum, contaram as histórias dos povos latino-americanos. A obra revela aspectos sociais – como a fome, a falta de oportunidade, a luta contra a repressão – e a resiliência, o amor pelo próximo e a noção de unidade entre os povos. “Quiçá seja uma utopia acreditar que é possível estancar o sangue das veias abertas da nossa sociedade. Mas que seja um sonho em ação, um ato de esperançar um novo futuro de justiça e união. Por meio da poética da arte de dançar, que a dor cesse, que a ferida cicatrize e que nos inspire a cada passo, a sermos e estarmos uns pelos outros”, diz a coreógrafa. 

“Levar a nossa dança para os espaços das Fábricas de Cultura é sempre uma alegria e faz parte do nosso propósito, de ir além dos espaços convencionais”, explica Inês Bogéa.

SERVIÇO E FICHAS TÉCNICAS 

FÁBRICA DE CULTURA ITAIM PAULISTA

Endereço: Rua Estudantes da China, 500 – Itaim Paulista, São Paulo.

Dia 30 de novembro, quinta-feira às 14h

Repertório: Sal, A Morte do Cisne, Grand Pas de Deux de D. Quixote e Veias Abertas

Ingressos: Gratuito

Classificação: Livre | Duração: 90 minutos

Capacidade física: 300 lugares

Acessibilidade: Sim

Obras 

Sal (2023)

MúsicasEm Transe, de Cadu Tenório & Márcio Bulk na voz de Lívia Nestrovski; Fragmentos, de Cadu Tenório e Afterglow, de Rival Consoles

A Morte do Cisne (2019)

Músicas: O Cisne, extrato do Carnaval dos Animais (1866), de Camile Saint_Saens (1835-1921)

Grand Pas de Deux de Dom Quixote (2012)

Remontagem: Duda Braz, a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910)
Música: Leon Minkus (1826-1917)
Iluminação: Wagner Freire
Figurinos: Tânia Agra

Veias Abertas (2023)

Músicas: “Canción para um Niño em la calle,” de Algel Ritro, Armando Tejada, René Pérez; “Afonsina Y El mar”, de Ariel Ramírez, Feliz Cezar Luna, “Razón de Vivir”, de Victor Heredia e “Canción Con Todos”, de Armando Teijada Gomez, Cézar Isella.

  • Publicado: 27/11/2023 14:11
  • Alterado: 27/11/2023 14:12
  • Autor: Redação
  • Fonte: SPCD