SP amplia uso de tecnologia para combater incêndios florestais
O monitoramento estadual passa a cruzar dados de clima e relevo em tempo real para antecipar a propagação das chamas nas matas.
- Publicado: 22/08/2026 11:14
- Alterado: 22/08/2026 11:14
- Autor: Thiago Antunes
O Governo do Estado integrou inteligência artificial e drones termais na prevenção aos incêndios florestais em São Paulo. A ação integra a Operação SP Sem Fogo, conduzida pela Fundação Florestal, e recebeu investimento de R$ 19,3 milhões voltados à proteção de Unidades de Conservação. O objetivo é rastrear focos de calor durante o período de estiagem e guiar as brigadas em campo de maneira imediata.
O sistema centraliza diferentes frentes de monitoramento de incêndios florestais por todo o território paulista. Aeronaves não tripuladas equipadas com sensores termais conseguem mapear o calor sob fumaça densa e à noite. Satélites orbitais vigiam as áreas protegidas para acusar alterações na vegetação, desmatamentos e aberturas de estradas clandestinas.
Tecnologia 3D e prevenção aos incêndios florestais em São Paulo
O uso da tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging) mapeia a estrutura da floresta e do solo em três dimensões. O algoritmo cruza as informações de relevo com dados de temperatura, direção do vento e acúmulo de vegetação seca para projetar o caminho do fogo. O mapeamento sinaliza corredores naturais de propagação e rotas de fuga para os agentes.
“A modernização tecnológica permite migrar para um modelo preventivo e contínuo, fundamental para os meses de estiagem em São Paulo. As ferramentas trazem maior eficiência na aplicação dos recursos públicos e dão agilidade e segurança às equipes”, afirma Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal.
Alertas e resposta tática integrada
A plataforma orbital já gerou 21.501 alertas automáticos geoespaciais em todo o estado. Desse volume de registros, 1.850 notificações atingiram diretamente as reservas ecológicas gerenciadas pelo governo. A gestão ambiental utiliza as estatísticas para posicionar os agentes preventivamente e abrir aceiros nos pontos de maior vulnerabilidade.
Todo o fluxo de informações segue para a Diretoria de Proteção Ambiental. A equipe converte os alertas brutos em relatórios com coordenadas georreferenciadas, orientando viaturas da Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. A resposta imediata busca evitar que novos incêndios florestais em São Paulo ganhem proporções destrutivas antes da chegada das viaturas.
“A integração entre dados de satélite, inteligência artificial e ferramentas de campo transforma alertas brutos em informação prática. Conseguimos prever o comportamento do fogo e identificar ameaças de invasão direcionando as forças de segurança com coordenadas exatas”, explica Adriano Candeias, diretor de proteção ambiental da Fundação Florestal.
Reforço logístico na Operação SP Sem Fogo
O orçamento destinado às operações também financiou a compra de maquinário pesado e veículos de suporte logístico. As equipes terrestres agora dispõem de 25 caminhonetes 4×4 prontas para terrenos acidentados, além de 27 tratores e 9 retroescavadeiras focadas na manutenção de trilhas. O estado contratou 243 brigadistas temporários para reforçar o monitoramento diário das matas.
A força-tarefa une as inovações em software aos equipamentos pesados de supressão de chamas, como tanques-pipa e mochilas flexíveis. O planejamento tático e a renovação da frota garantem uma linha de defesa ágil. A meta da atual administração é proteger a biodiversidade e reduzir drasticamente as áreas devastadas pelos incêndios florestais em São Paulo.