SP reforça alerta para vacina contra febre amarela após novo caso

Novo registro em Lagoinha eleva preocupação no Vale do Paraíba. Imunizante gratuito nos postos é a principal barreira contra a doença.

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta semana o 11º caso de febre amarela no ano de 2026. O paciente, um homem de 55 anos sem histórico de vacinação, reside na cidade de Lagoinha, no Vale do Paraíba.

A região concentra atualmente 82% das ocorrências da doença no território paulista. Os dados epidemiológicos exigem resposta imediata do poder público para ampliar a cobertura de imunização antes da temporada de viagens.

Alerta para febre amarela na região do Vale

O levantamento sanitário contabiliza 11 diagnósticos positivos e seis mortes em toda a rede estadual desde janeiro. Nenhuma das vítimas possuía registro no sistema de imunização contra o vírus.

O Vale do Paraíba lidera as estatísticas com nove casos e cinco óbitos. A região de Sorocaba registrou uma ocorrência sem vítima fatal, enquanto o departamento regional de Bauru confirmou um paciente infectado que não resistiu às complicações clínicas.

Prevenção e eficácia do imunizante

O período que antecede os recessos escolares exige planejamento dos viajantes. A diretriz médica estadual recomenda a aplicação da dose protetora pelo menos dez dias antes de qualquer exposição a áreas rurais ou de mata fechada.

A vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios paulistas. Desde 2019, a imunização é recomendada para toda a população do estado. Por isso, a orientação é que quem ainda não se vacinou procure uma UBS”, afirma a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), Tatiana Lang.

As equipes técnicas mantêm o monitoramento do cenário para identificar qualquer mudança no padrão de contágio. Unidades hospitalares recebem instruções contínuas para notificar suspeitas imediatamente aos órgãos de controle.

Dinâmica de transmissão e sintomas

O contágio ocorre através da picada de mosquitos infectados, dividindo-se nas modalidades silvestre e urbana. No ambiente florestal, os vetores principais da infecção são os insetos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

O Brasil não registra registros de febre amarela no ciclo urbano desde 1942. Quando a contaminação silvestre acontece, os sinais físicos iniciais envolvem aumento súbito de temperatura, calafrios, dores musculares intensas, náuseas e fadiga severa.

Esquema vacinal no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a profilaxia gratuitamente em sua rotina regular de atendimento clínico. O calendário pediátrico estabelece a primeira dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos de idade.

Adultos entre 5 e 59 anos sem histórico de proteção necessitam de apenas uma dose única. Pessoas acima dessa faixa etária ou cidadãos que receberam doses fracionadas em campanhas anteriores devem avaliar a caderneta antes de visitar áreas de risco da febre amarela.

  • Publicado: 17/06/2026 16:55
  • Alterado: 17/06/2026 16:55
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: SES-SP