Governo de SP inicia projeto de usinas de energia solar em 25 cidades
Governo estadual reúne gestores de 25 prefeituras para definir etapas de implantação de painéis fotovoltaicos financiados pelo Fecop.
- Publicado: 01/09/2026 12:42
- Alterado: 01/09/2026 12:42
- Autor: Thiago Antunes
O Governo do Estado de São Paulo iniciou a fase técnica para a construção de usinas de energia solar em prédios públicos de 25 cidades. A primeira reunião de alinhamento ocorreu na terça-feira (27) com gestores municipais classificados no chamamento público “SP Solar nos Municípios”.
Coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a iniciativa conta com investimento inicial de R$ 5 milhões repassados pelo Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). O objetivo central é acelerar a transição energética e diminuir os gastos das administrações locais com tarifas de eletricidade.
Os técnicos estaduais orientaram as prefeituras sobre a seleção das áreas para instalação das estruturas físicas e a viabilidade de conexão. Cada cidade selecionada receberá recursos para implantar uma unidade fotovoltaica com capacidade de até 75 kWp, volume operacional suficiente para abastecer cerca de 50 residências.
Critérios de seleção e avanço das usinas de energia solar
A convocação desta primeira etapa priorizou municípios que alcançaram nota igual ou superior a 80 pontos no edital oficial, resultado homologado em julho. Entre os contemplados para abrigar as usinas de energia solar, 20 cidades paulistas possuem menos de 10 mil habitantes.
O perfil demográfico e econômico dos selecionados reflete o rigoroso cruzamento de indicadores utilizado pela organização governamental. Os levantamentos oficiais mostram que 92% dos primeiros colocados apresentam elevada pontuação no PIB per capita, indicando viabilidade técnica para a adoção da tecnologia e boa gestão de recursos.
“Queremos garantir o cumprimento dos objetivos pensados no desenho da iniciativa, maximizando o impacto dos recursos disponíveis”, explicou Danilo Perecin, diretor de Energia da Semil. O gestor enfatizou a busca pelo engajamento contínuo das comunidades com a pauta climática local.
Impacto econômico e liderança estadual em geração distribuída
A estruturação e o financiamento de novas usinas de energia solar visam descentralizar a matriz elétrica pública no interior paulista. O fundo financiador do programa já atuou em diversas frentes ambientais ao longo dos últimos anos, alcançando e beneficiando diretamente mais de 600 municípios do estado de São Paulo.
“Temos certeza de que será um projeto de grande relevância aos municípios, ajudando a aliviar os cofres municipais ao reduzir os custos com energia elétrica”, afirmou Fátima Carrara, coordenadora da Secretaria Executiva do Fecop.
O estado concentra 7,5 GW de capacidade instalada na modalidade de micro e minigeração distribuída (MMGD), liderando de forma absoluta o ranking nacional do setor. A capital paulista encabeça a lista municipal com 249 MW de potência fotovoltaica instalada, seguida pelas cidades de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Campinas.
A execução orçamentária atende às rígidas diretrizes de mitigação de gases de efeito estufa estabelecidas pelo Plano de Ação Climática 2050. Com a formalização das parcerias técnicas entre distribuidoras e prefeituras, o estado consolida a implementação das usinas de energia solar, direcionando a economia gerada para serviços municipais essenciais.