SP confirma mais 2 casos de sarampo e chega a 28 em 2026
Capital paulista concentra quase 90% das notificações da doença infecciosa. Estado intensifica campanhas de imunização em três cidades.
- Publicado: 02/09/2026 08:34
- Alterado: 02/09/2026 08:34
- Autor: Thiago Antunes
O estado de São Paulo confirmou o aumento nos diagnósticos positivos de sarampo neste ano. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciou nesta quarta-feira (2) que o número de infecções subiu para 28 em 2026. A cidade de São Paulo abriga a grande maioria dos registros, somando quase 90% das notificações.
A capital paulista identificou duas novas positivações para sarampo recentemente. O vírus infectou uma criança com menos de 1 ano e uma mulher na faixa dos 40 anos. As duas notificações ocorreram entre julho e agosto e mantêm ligação direta com as cadeias de transmissão monitoradas pelas autoridades sanitárias.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) processou as amostras clínicas e liberou os resultados laboratoriais oficiais nesta semana, referendando o rastreio preventivo feito pelo estado.
Sarampo avança na região metropolitana
O mapeamento estadual aponta que 25 diagnósticos de sarampo ocorreram em moradores da capital. As cidades de São Bernardo do Campo e Guarulhos confirmaram dois e um caso, respectivamente. O governo estadual caracterizou duas infecções do montante como importadas.
A investigação epidemiológica revelou falhas graves na proteção individual da maioria dos infectados. “Até o momento, 20 pacientes não tinham registro de vacinação contra a doença ou apresentavam esquema vacinal incompleto”, detalhou a Secretaria de Estado da Saúde.
As equipes sanitárias mapearam quatro cadeias de transmissão no território paulista durante o ano. A primeira surgiu entre março e abril a partir de viajantes. A vigilância encerrou esse ciclo inicial após o período de 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas.
Estratégias para conter o sarampo e ampliar defesas
O governo paulista executa duas frentes de mobilização estruturadas para recuperar o cenário vacinal. A campanha geral abrange os 645 municípios paulistas para atualizar as cadernetas de crianças e adolescentes. A segunda ação atua de forma focada no bloqueio do vírus nas três cidades com confirmação de contágio ativo.
Moradores da capital, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo com idades entre 6 meses e 59 anos devem buscar as unidades básicas de saúde. A administração pública aplica as vacinas independentemente do histórico clínico anterior do paciente.
Bebês na faixa etária de 6 a 11 meses e 29 dias recebem a chamada dose zero. Essa etapa funciona como uma barreira de imunidade provisória. A proteção permanente segue o calendário oficial com aplicações regulares aos 12 e aos 15 meses de vida.
Os mutirões em andamento aceleram o acesso da população às formulações de defesa contra o sarampo. Durante o Dia D, realizado no último sábado (22), as equipes médicas aplicaram mais de 600 mil doses de diferentes vacinas em todo o estado.
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) liberou um balanço atualizado sobre a proteção coletiva. Os indicadores de 2026 mostram cobertura de 89,35% para a primeira dose e 74,64% para a segunda dose. A meta da secretaria exige que as cidades atinjam pelo menos 95% do público-alvo.
Notificação imediata dos sintomas
Os profissionais do CVE-SP mantêm a busca ativa e monitoram continuamente os contatos próximos aos indivíduos contaminados. Os protocolos exigem que os hospitais isolem e investiguem qualquer suspeita sem aguardar laudos definitivos.
Os médicos orientam os cidadãos a procurar atendimento emergencial diante de febre, tosse, coriza, conjuntivite ou manchas vermelhas pelo corpo. O relato preciso sobre viagens recentes e sintomas respiratórios acelera o diagnóstico do sarampo.