Sistema Cantareira entra em alerta e SP pede economia de água
Reservatório atinge nível crítico em meio à estiagem e agências reguladoras reduzem limite de captação da Sabesp para preservar manancial.
- Publicado: 02/07/2026 11:23
- Alterado: 02/07/2026 11:23
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O Governo de São Paulo emitiu um alerta urgente para que a população reduza o consumo hídrico durante o atual período de estiagem. O Sistema Cantareira iniciou o mês operando abaixo dos 40% de sua capacidade, o que forçou a mudança imediata para a faixa de alerta. Essa reclassificação restringe o volume captado para abastecer a Região Metropolitana de São Paulo.
A Sabesp recebeu autorização para retirar apenas 27 metros cúbicos por segundo das represas que formam o complexo. Antes dessa queda, a companhia mantinha a captação de até 31 metros cúbicos por segundo. A diretriz obedece ao planejamento da SP Águas e da Agência Nacional de Águas (ANA) para sustentar o volume dos reservatórios até novembro.
Como a restrição no Sistema Cantareira afeta as torneiras
Apesar da mudança operacional severa no Sistema Cantareira, o fornecimento residencial permanece inalterado neste momento. A autarquia paulista consegue equilibrar a demanda buscando recursos em outros mananciais. A vazão transposta do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, localizada na bacia do rio Paraíba do Sul, complementa o volume necessário para a rede.
O recuo nos índices já figurava no radar meteorológico para a janela de seca no Sudeste. O estado aplica a gestão de pressão noturna na rede de distribuição como ação preventiva desde o ano passado. Essa intervenção vigora das 19h às 5h e evitou o descarte de 160 bilhões de litros, volume suficiente para abastecer 28 milhões de pessoas por um mês.
“A engenharia hídrica não resolve o problema sozinha durante a seca prolongada, precisamos da ação direta dos moradores para aliviar o Sistema Cantareira”, apontam os relatórios técnicos estaduais. O uso indevido do chuveiro lidera os gráficos de desperdício domiciliar urbano.
Estratégias domésticas contra o desabastecimento
Apenas 15 minutos debaixo d’água consomem cerca de 150 litros. Uma família composta por três pessoas lança ralo abaixo 13,5 mil litros mensais somente nessa atividade. Os sanitaristas recomendam encurtar a higienização para 5 minutos, gerando uma sobra de 9 mil litros no fim do mês.
As instalações sanitárias exigem inspeção regular contra vazamentos silenciosos. O morador precisa suspender o descarte de papel higiênico no vaso para impedir obstruções e o acionamento repetido das válvulas. Na pia da cozinha, o fechamento das torneiras durante o ensaboamento garante cortes expressivos na fatura.
O balde deve substituir a mangueira na hora de lavar veículos, enquanto a vassoura limpa calçadas e varandas com total eficácia. A água despejada pela máquina de lavar roupas serve como recurso valioso para a faxina de áreas externas. Atitudes individuais compõem a tática mais segura para resguardar o nível do Sistema Cantareira até o retorno das tempestades de verão.