Simpósio de Reabilitação melhora saúde em São Bernardo

Profissionais debatem estratégias no 6º Simpósio de Reabilitação para integrar serviços públicos e garantir autonomia máxima aos pacientes da rede local

Simpósio de Reabilitação melhora saúde em São Bernardo

Crédito: Divulgação

A Prefeitura de São Bernardo organizou a sexta edição do Simpósio de Reabilitação no complexo da Faculdade de Direito para fortalecer esses pilares. O encontro reuniu equipes médicas e terapêuticas com o objetivo de padronizar processos e elevar a qualidade da assistência municipal.

A data celebra o esforço diário de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Esses profissionais assumem a linha de frente na recuperação física e cognitiva de pacientes críticos e crônicos. O Simpósio de Reabilitação estruturou debates profundos sobre as diferentes fases do cuidado clínico humanizado.

Como o Simpósio de Reabilitação otimiza o SUS

Simpósio de Reabilitação avança saúde em São Bernardo
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A Secretaria de Saúde prioriza a modernização dos fluxos internos. Especialistas mapearam inovações que garantem segurança ao paciente e aceleram a alta hospitalar de forma responsável na rede pública de atenção.

Profissionais renomados ancoraram as palestras técnicas voltadas às diferentes frentes do tratamento intensivo e ambulatorial. A atualização multiprofissional dissecou os seguintes eixos práticos:

  • Cristiane Moran detalhou instrumentos neuropsicomotores e tecnológicos focados no desenvolvimento seguro no período neonatal.
  • Lucas Del Sarto expôs evidências e particularidades essenciais para a segurança do desmame da ventilação mecânica e da extubação respiratória.
  • Renata Cristina Bianca Gardim conectou as intervenções de terapia ocupacional iniciadas na UTI diretamente à sequência do cuidado ambulatorial.

Funcionalidade e trabalho multiprofissional em foco

A mesa-redonda central projetou o futuro da recuperação física nos hospitais paulistas. A coordenadora Sabrina Aguera organizou o painel ao lado de Adriana Lourenço, Juliana Moraes e Vivian Santana. O grupo avaliou novas ferramentas terapêuticas aplicáveis na rotina imediata.

“A principal contribuição, além da educacional, é aproximar a rede de reabilitação e trazer novas ferramentas que possam colaborar com o tratamento dos nossos pacientes”, destacou a fisioterapeuta Sabrina Aguera.

O professor Saint Claire Gomes Bernardes Neto, da UFRN-FACISA, alertou para a necessidade de buscar a funcionalidade plena. Ele defendeu que o sucesso prático de um Simpósio de Reabilitação se mede pela capacidade do paciente de retomar atividades básicas rotineiras. Força e movimento perdem o sentido sem a reinserção social do indivíduo.

“A funcionalidade e a qualidade de vida são multifatoriais e, por isso, é necessário que todos os profissionais de saúde tenham uma cultura de buscar a recuperação funcional”, alertou o acadêmico Saint Claire.

Desafios práticos da continuidade do cuidado domiciliar

A alta médica não encerra o tratamento severo. A terapeuta ocupacional Renata Gardim evidenciou os obstáculos logísticos e socioeconômicos enfrentados pelas famílias após a desospitalização. O difícil deslocamento até os centros especializados frequentemente inviabiliza a manutenção essencial das sessões clínicas.

Expandir o atendimento primário surge como a resposta definitiva. A presença capilar de terapeutas nas unidades básicas reduz as barreiras geográficas e sustenta a evolução motora. Sob essa ótica, as diretrizes consolidadas neste 6º Simpósio de Reabilitação pavimentam um futuro muito mais inclusivo, digno e autônomo para a população.

Leonardo Nogueira

  • Publicado: 02/11/2026 10:45
  • Alterado: 02/11/2026 10:45
  • Autor: Leonardo Nogueira