Segundo turno em crise: Renan Santos defende adiamento
O ex-candidato alerta para fraude e exige a imediata suspensão do segundo turno, apontando falhas no transporte de eleitores e um grande risco de tumulto
- Publicado: 25/10/2026 19:38
- Alterado: 25/10/2026 19:46
- Autor: Leonardo Nogueira
Renan Santos exige a paralisação imediata do segundo turno em todo o território nacional. O ex-candidato à Presidência pelo partido Missão classificou como gravíssima a ordem judicial que determinou a retomada do escrutínio nas seções afetadas por apagões logísticos.
A medida partiu do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado ordenou o restabelecimento das urnas para garantir o direito de voto aos cidadãos prejudicados pela falta de transporte público. Santos argumenta que a determinação ocorreu tarde demais, num momento em que muitos mesários já haviam abandonado seus postos e encerrado os trabalhos locais.
Renan Santos prevê risco de conflito armado

O político prevê um cenário de convulsão social e violência iminente. Ele defende empurrar a etapa final da corrida presidencial por mais duas semanas para apaziguar os ânimos da população.
“Se de fato a gente vai ter alteração no resultado da eleição, para evitar conflito, eu tô falando conflito inclusive armado, treta no meio da rua hoje, o correto é postergar a eleição para daqui duas semanas”, declarou Renan Santos.
A crise institucional evoca fantasmas recentes da política nacional. O ex-candidato comparou a tensão atual aos episódios de invasão das sedes dos Três Poderes, cravando que o país vive o momento democrático mais grave desde o 8 de janeiro.
Acusações diretas contra prefeitos na Bahia
A falha na logística eleitoral ganha contornos de boicote orquestrado no Nordeste. Santos acusa gestores municipais de travarem a circulação da frota de ônibus de forma deliberada para silenciar o eleitorado adversário. O foco das denúncias recai sobre administrações específicas do interior e litoral baiano.
Ele aponta sabotagem coordenada por prefeitos opositores ao Partido dos Trabalhadores (PT) nas seguintes cidades:
- Salvador
- Ilhéus
- Vitória da Conquista
A denúncia sugere que o sumiço dos ônibus visava suprimir votos decisivos. Tribunais regionais, segundo os relatos do político, resistem em acatar o horário estendido imposto pela Suprema Corte. O embate entre instâncias jurídicas amplifica a confusão e trava a contagem dos votos nessas zonas.
Decisão tardia ameaça a validade do segundo turno
A Justiça Eleitoral corre contra o relógio para pacificar o processo. Decisões de última hora frequentemente abrem margem para questionamentos jurídicos severos por parte das chapas derrotadas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisará auditar rigorosamente a integridade dos votos computados durante o período prorrogado. A validação transparente e inquestionável desses dados extras será o único caminho para atestar a legalidade do segundo turno.