Sebrae impulsiona a economia criativa na Baixada Santista
Empreendedoras da Baixada Santista destacam a economia criativa na Feira do Empreendedor e conquistam contratos com empresas e setor público
- Publicado: 29/10/2026 17:03
- Alterado: 29/10/2026 17:03
- Autor: Gabriel de Jesus
A força da economia criativa do litoral paulista ganhou projeção em um dos maiores encontros de negócios da América Latina. Microempreendedoras de Santos participaram do Espaço Feirinha durante a Feira do Empreendedor do Sebrae-SP 2026, realizada entre os dias 19 e 22 de outubro no pavilhão do São Paulo Expo, na capital paulista. A iniciativa teve como propósito central posicionar marcas autorais no mercado corporativo, fomentar vendas diretas e viabilizar convênios com a administração pública.
Conexão mercadológica e expansão de marcas autorais

O Espaço Feirinha funcionou como um ponto de conexão estratégica voltado a microempreendedores individuais (MEIs) que atuam com produção artesanal e design autoral. O modelo estrutural permitiu testes de aceitação em novos mercados consumidores, além de incentivar o movimento de valorização do comércio local por meio de transações diretas com o consumidor final.
Segundo a avaliação do corpo técnico do Sebrae-SP regional, a presença no evento representou a maturação dos negócios da região litorânea. “A Feira do Empreendedor é uma excelente vitrine para validação de mercado. Nossas empreendedoras demonstraram a força e a qualidade da economia criativa regional, transformando potencial em acordos corporativos e negócios sustentáveis”, afirmou a consultora de negócios Bianca Marsaioli.
Diversificação no mercado B2B e sustentabilidade produtiva
O ecossistema da economia criativa abriu oportunidades diretas para marcas que diversificaram suas fontes de receita. A fundadora da marca Cê Tá Fazendo Arte, Cecília Aparecida da Silva, expandiu a atuação para o ambiente corporativo com a oferta de oficinas manuais vinculadas à NR-1 (Norma Regulamentadora de segurança e saúde no trabalho), além de ministrar palestras sobre desenvolvimento humano.
“A participação na Feirinha garantiu um alcance incrível e fortaleceu nosso networking. Tive a oportunidade de ministrar a palestra ‘Crochê, Felicidade e Propósito, como Transformação de Vidas’ e apresentar serviços como oficinas de manualidades voltadas à NR-1 em empresas. Além dos convites para podcasts, vídeos, a confecção de cartão e catálogo digitais, destaco o suporte essencial do Sebrae na criação do nosso catálogo digital e no atendimento às nossas necessidades”, detalhou Cecília.
Outro pilar da economia criativa evidenciado no encontro foi o reaproveitamento de resíduos para a produção de moda sustentável. A artesã Gisele Domingues, fundadora da Gi Domingues, utiliza sacas de café descartadas para a confecção de bolsas e acessórios, firmando acordos de cooperação com representantes da cadeia cafeeira durante o evento.
“É minha primeira vez no evento e foi uma experiência transformadora. Além da visibilidade para a marca, firmei parcerias estratégicas com atores do setor cafeeiro, matéria-prima central do nosso trabalho”, ressaltou a artesã, acrescentando que “coloquei em prática o aprendizado do Seminário Empretec, o que abriu portas para conectar nossa moda com propósito a novas oportunidades”.
Impacto social e inclusão educacional nos negócios
A inclusão social e pedagógica também consolidou o alcance com a participação da marca Cátia Zwarnieski Brinquedos Pedagógicos e Inclusivos. A fabricante, voltada ao estímulo cognitivo de crianças neurotípicas e neurodivergentes com peças estruturadas em feltro e tecido, fechou acordos comerciais com lojistas do segmento infantil e iniciou tratativas com a Prefeitura de Porto Feliz.
“Estar no evento permitiu levar nossa missão de transformar o brincar em uma experiência lúdica, afetiva e inclusiva para um público muito maior. Além do aumento expressivo na visitação do estande e na captação de leads, a Feira abriu portas fundamentais para parcerias comerciais com duas lojas de produtos infantis e com a Prefeitura de Porto Feliz, além de conexões com empreendedores de outros nichos para a criação de novos itens”, celebrou Cátia.
A participação conjunta das produtoras confirma o papel que a economia criativa desempenha no desenvolvimento produtivo, demonstrando que o setor é capaz de gerar inovação e empregabilidade para além do artesanato tradicional.