Saúde municipal de SP aprova estado de greve para dia 3
Após aprovarem estado de greve, trabalhadores da saúde cobram equiparação do vale-alimentação na Prefeitura de SP
- Publicado: 29/08/2026 13:51
- Alterado: 29/08/2026 13:51
- Autor: Daniela Ferreira
Profissionais da saúde que atuam em Organizações Sociais (OSs), Santas Casas, hospitais filantrópicos e na rede pública municipal de São Paulo aprovaram estado de greve após o impasse nas negociações coletivas anuais com a gestão municipal.
Representados pelo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de São Paulo (Sinsaudesp), a categoria agendou a paralisação das atividades e uma manifestação em frente ao Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura Municipal de São Paulo, para a próxima quinta-feira (3).
A decisão coloca em risco a realização de consultas eletivas, exames laboratoriais e procedimentos ambulatoriais em toda a rede de atenção primária e hospitalar da capital paulista.
Disparidade no Vale-Alimentação e Impasse nas Negociações
O estopim para a decretação do estado de greve foi a disparidade no reajuste do vale-alimentação concedido pela administração municipal a diferentes cargos da saúde. Enquanto o benefício dos agentes comunitários de saúde foi reajustado para R$ 500,00, o valor destinado aos auxiliares e técnicos de enfermagem permaneceu congelado em R$ 200,00.

Segundo o representante do Sinsaudesp, Agostinho Teixeira, a gestão do prefeito Ricardo Nunes recusou-se a abrir canal de diálogo com a diretoria do sindicato para negociar uma equiparação justa para a categoria.
Além da defasagem no vale-alimentação, a pauta de reivindicações dos trabalhadores inclui:
- Revisão das Jornadas de Trabalho: Redução de cargas horárias exaustivas e adequação de escalas de plantão;
- Valorização Salarial: Reajuste com reposição da inflação acumulada no período;
- Condições de Trabalho: Melhores insumos e infraestrutura nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e hospitais da rede.
Abrangência da Mobilização e Impacto no Atendimento
A paralisação convocada para a próxima quinta-feira (03/09) abrange trabalhadores que prestam serviços tanto na administração direta quanto nas entidades parceiras da Secretaria Municipal da Saúde, incluindo unidades geridas por Organizações Sociais (OSs) e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Caso não haja avanço nas tratativas ou apresentação de uma proposta formal de reajuste antes do protesto no Edifício Matarazzo, a categoria prevê a deflagração de uma greve por tempo indeterminado, mantendo apenas os percentuais mínimos de contingente exigidos por lei para urgência e emergência.