Presidente do São Paulo tem áudio vazado: "Não vai ter dinheiro para pagar nada"
A direção planeja quitar todos os salários e direitos de imagem atrasados até o encerramento de setembro, utilizando os recursos obtidos com a antecipação de receitas da Ticketmaster
- Publicado: 02/09/2026 08:50
- Alterado: 02/09/2026 08:50
- Autor: Joao vitor
Um áudio vazado do presidente do São Paulo, Harry Massis, causou repercussão nos bastidores do Morumbi. Na gravação, o mandatário cobra agilidade do Conselho Deliberativo para colocar em pauta a votação que viabilizará o pagamento dos salários atrasados do elenco.
“Eu preciso que vocês ajudem a fazer o presidente do Conselho Deliberativo colocar na pauta para ser votado. Porque se segurar e não for votado, não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada. Entendeu? Tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar e recai sobre a minha pessoa”, diz o áudio.
Estratégia para quitar dívidas

O São Paulo definiu uma estratégia para aliviar a tensão com o elenco. A direção planeja quitar todos os salários e direitos de imagem atrasados até o encerramento de setembro, utilizando os recursos obtidos com a antecipação de receitas da Ticketmaster.
Os valores pendentes variam de acordo com o contrato de cada jogador: há atletas com dois meses de atraso e outros com até quatro. A situação foi exposta por líderes de torcidas organizadas durante protesto no CT e se tornou fonte de desgaste interno.
De onde sai o dinheiro
O São Paulo fechou acordo com a Ticketmaster para a comercialização de ingressos e a gestão do sócio-torcedor por cinco anos. O contrato prevê repasse total de R$ 140 milhões, sendo R$ 110 milhões antecipados no momento da assinatura.
A assinatura do contrato já foi aprovada pelo Conselho Deliberativo, mas, para que esse valor seja destinado aos jogadores, ainda precisa do aval do Conselho Deliberativo.
Cenário financeiro do São Paulo
O clube convive com dívida próxima de R$ 1 bilhão. O próximo balanço deve registrar, pela primeira vez na história, a marca negativa bilionária.
Com o reforço no caixa, a prioridade é colocar os vencimentos do elenco em dia, reduzir o atrito interno e estabilizar o ambiente para a sequência da temporada — principalmente com a Sul-Americana e a luta contra o rebaixamento no Brasileirão.
Internamente, o clube trabalha com o objetivo de regularizar todos os pagamentos até 30 de setembro. A medida é vista como essencial para evitar novas crises nos bastidores e garantir que o elenco esteja focado nos objetivos da temporada.